Cale a Boca, Jornalista: Instituto põe Brasil em 11º lugar em ranking de mortes de jornalistas

Cale a Boca, Jornalista: Instituto põe Brasil em 11º lugar em ranking de mortes de jornalistas

Atualizado em 07/03/2007 às 11:03, por Redação Portal IMPRENSA.

Cale a Boca, Jornalista : Instituto põe Brasil em 11º lugar em ranking de mortes de jornalistas

O instituto International News Safety colocou o Brasil no 11º lugar em um ranking de países que mais assistiram a mortes de jornalistas nos últimos dez anos.

De acordo com o relatório, que agrega dados coletados entre os anos de 1996 e 2006, mil profissionais de imprensa morreram no período, sendo que 731 casos ocorreram em tempos considerados de paz formal.

O INS aponta que, destes, 97 jornalistas estavam cobrindo casos de corrupção quando de suas mortes; 46 apuravam para matérias da editoria de Política.

Segundo os dados do INS, 27 profissionais da imprensa foram mortos em terras tupiniquins no período estudado.

Quem lidera a lista é o Iraque, onde 138 jornalistas morreram; logo atrás está a Rússia, com 88 mortes, e a Colômbia, com 72.

O INS destacou no relatório que os três países oferecem "corrupção, ausência de lei e cultura de impunidade para aqueles que cometem atos de violência contra os trabalhadores da mídia".

O documento do instituto belga lamenta que a maioria dos jornalistas morra no anonimato. Isso porque as estatísticas apontam que, em 87% dos casos de crimes contra jornalistas mortos, nenhum procedimento legal foi tomado para esclarecer as condições nas quais a morte se deu.

"O preço pelo assassinato diminuiu", opinou um jornalista no relatório.

As informações são da BBC Brasil.