Cale a boca, jornalista: ABI e ANJ são contra quebra de sigilo de fonte
Cale a boca, jornalista: ABI e ANJ são contra quebra de sigilo de fonte
Atualizado em 30/11/2005 às 13:11, por
Thaís Naldoni e Denise Moraes / Redação Portal IMPRENSA.
Cale a boca, jornalista: ABI e ANJ são contra quebra de sigilo de fonte
Por Thaís Naldoni e Denise Moraes / Redação Portal IMPRENSAA notícia de que o procurador do Ministério Público Federal em Brasília Bruno Caiado Acioly pretende entrar com mandado de segurança, visando a quebra do sigilo telefônico de quatro jornalistas, publicada ontem pelo jornal O Estado de S. Paulo , repercutiu não só na imprensa, como nos órgãos de classe.
O promotor quer saber como foram feitas as apurações que resultaram em matérias com denúncias de corrupção envolvendo servidores do Banco Central e cargos de alto escalão de bancos particulares. Policarpo Jr. e Alexandre Oltramari, da Veja , e Expedito Filho, do Estado , seriam três desses quatro jornalistas.
A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e a Associação Nacional de Jornais (ANJ) afirmaram à Folha de S. Paulo que a tentativa do procurador de quebrar o sigilo telefônico dos jornalistas vai contra a liberdade de expressão e os direitos constitucionais. Já a ONG "Transparência Brasil" acredita que a ação de Bruno Caiado impossibilita a publicação de parte relevante das informações de uma matéria. "Boa parte das informações que os repórteres conseguem seriam impublicáveis, caso fosse necessária a identificação da fonte", argumenta Cláudio Weber Abramo, presidente da entidade.






