Brasília: Hélio Costa diz que TV pública terá quatro canais e contradiz Franklin Martins
Brasília: Hélio Costa diz que TV pública terá quatro canais e contradiz Franklin Martins
Atualizado em 05/04/2007 às 18:04, por
Redação Portal IMPRENSA.
Brasília: Hélio Costa diz que TV pública terá quatro canais e contradiz Franklin Martins
Durante audiência no senado, na Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT), na última quarta-feira (04/05), o ministro das Comunicações, Hélio Costa, anunciou a formação de um grupo de trabalho que irá definir o funcionamento da TV pública no Brasil.Costa adiantou, no entanto, que o novo sistema tecnológico terá quatro canais, sendo um destinado à educação, outro à cultura e um terceiro à cidadania. O quarto canal, acrescentou, deverá ser uma versão aprimorada do que veicula hoje a Radiobrás, com mais estrutura e recursos técnicos. Essa proposta não é exatamente nova, já que tais canais constam no decreto da implantação do Sistema Brasileiro de Televisão Digital Terrestre (SBTDV-T).
A informação de Hélio Costa, porém, não condiz com as recentes declarações do Secretário de Comunicação Social, Franklin Martins. O ex-comentarista político disse que será criado um novo canal de TV Pública, e não simplesmente uma "Radiobras melhorada" - apesar de esse novo canal aproveitar instalações e a aparelhagem técnica do canal comandado por Eugênio Bucci. Tal fato é corroborado pela própria atitude de Martins, que convidou Bucci para permanecer à frente da agência de notícias estatal. O jornalista ainda não respondeu a proposta.
Segundo informações da Agência Senado, o ministro disse na reunião que as TVs deverão seguir o modelo de TVs públicas européias, como a BBC e a TV5. Ele sugeriu que a rede pública comece a ser implantada ainda no padrão analógico, antes mesmo da instalação do sistema digital.
O sistema de TV digital deverá começar a funcionar a partir de 2008. O ministro lembrou que a proposta da implantação da TV digital - e com ela a criação destes quatro canais públicos de televisão - foi estudada por cerca de 18 meses. Segundo a Presidência da República, o modelo digital resultante desse processo deveria ser aberto, gratuito e móvel. Além disso, teria que ser compatível com os atuais modelos de aparelhos de televisão.
A solução, explicou, foi a criação de um sistema próprio brasileiro. Os aparelhos atuais de TV poderão ser acessados por um terminal, com custo aproximado de R$ 100, que será acoplado aos aparelhos de TV e deverá ser produzido na Zona Franca de Manaus.






