Bate-boca no ar: Milly Lacombe e Rogério Ceni discutem ao vivo no "Arena SporTV"

Bate-boca no ar: Milly Lacombe e Rogério Ceni discutem ao vivo no "Arena SporTV"

Atualizado em 08/08/2006 às 12:08, por Raquel Paulino / Redação Portal IMPRENSA.

Bate-boca no ar: Milly Lacombe e Rogério Ceni discutem ao vivo no "Arena SporTV"

Por Na última quarta-feira (dia 2), o São Paulo classificou-se mais uma vez para a final da Taça Libertadores da América - a equipe já é tricampeã da competição - e amanhã disputa, contra o Internacional de Porto Alegre, a primeira de duas partidas que definirão quem levará a taça neste ano. Do jogo da semana passada, o goleiro Rogério Ceni saiu como herói por ter defendido um pênalti ainda no primeiro tempo.

Não foi o suficiente para a jornalista Milly Lacombe, diretora de redação da revista TPM e comentarista do programa "Arena SporTV". Dando suas opiniões sobre o goleiro no programa do dia seguinte ao jogo, ela opinou que o considerava admirável em um aspecto (a reposição de bolas) e "ordinário" em todo o resto, além de contestar sua fama de bom batedor de faltas. Até aí, nada muito diferente do que acontece em tantas mesas-redondas espalhadas pela programação das emissoras abertas e fechadas do país.

O que mudou o rumo dessa história - e a tornou relevante para ser debatida desde então - foi uma declaração que Milly fez após todo o comentário técnico sobre o jogador. "Eu não consigo, por exemplo, olhar pro Rogério e deixar de lembrar de quando ele falsificou a assinatura do Arsenal [equipe da Inglaterra], porque ele queria aumento no São Paulo. Ele forjou um documento para que o São Paulo desse...", afirmou, ao vivo. Nesse momento, foi cortada por Cléber Machado, uma espécie de mediador da atração: "É uma história um pouco mal contada, né, Milly, para dizer que ele forjou, falsificou um documento".

Armando Nogueira, sentado ao lado da jornalista, disse apenas que "Aí nesse terreno eu não entro, porque é especulação". "Não é especulação, aconteceu", insistiu Milly. Cléber tentou mais uma vez encerrar a história, lembrando que houve uma crise por causa de uma proposta, "mas nunca tinha ouvido falar que ele falsificou uma assinatura". Mais uma vez, Milly bateu o pé - "Até onde eu sei é isso, ele falsificou a assinatura" -, para depois dar o braço a torcer - "Se eu estiver errada, peço desculpas".

As desculpas não foram aceitas por Ceni, que entrou na conversa por telefone no bloco seguinte. "A opinião a respeito de um profissional pode ser positiva, negativa, é um direito que todos têm. Mas você dizer que eu falsifiquei uma assinatura no São Paulo é uma coisa que você vai ter que provar", disse para Milly. Ela bem tentou se defender ("Você não entendeu o que eu disse"), mas o goleiro não deu espaço e afirmou novamente que queria que ela mostrasse as provas disso.

Meio sem jeito, Cléber pediu que Rogério se acalmasse e contasse o que aconteceu naquela ocasião. "Não vou contar absolutamente nada. Só vou pedir para que a senhorita prove o que ela está falando, que eu falsifiquei uma assinatura", respondeu. A discussão continuou nesse pé por mais quatro minutos. Os outros participantes ouviam tudo em silêncio, de cabeças baixas. "Não foi uma acusação, eu levantei a questão", argumentou Milly em determinado ponto, mas o goleiro não deu importância e falou que "a fita do programa já está pedida e nós vamos esclarecer isso sem problema nenhum". "Quando você está numa televisão, tem o direito de falar o que você quiser para quem você quiser, só que você tem que comprovar as coisas que você fala", finalizou. Acabado o telefonema, Cléber pediu novamente que Rogério tivesse calma e logo chamou um intervalo comercial.

Por enquanto, Rogério Ceni não tomou nenhuma atitude. O São Paulo joga amanhã contra o Internacional no Morumbi, às 21h45, com transmissão ao vivo pela Rede Globo.