Ataques do PCC: Secretaria de Administração Penitenciária repudia Rede Record e Band

Ataques do PCC: Secretaria de Administração Penitenciária repudia Rede Record e Band

Atualizado em 18/05/2006 às 18:05, por Thaís Naldoni / Redação Portal IMPRENSA.

Ataques do PCC : Secretaria de Administração Penitenciária repudia Rede Record e Band

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A Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) lançou nota oficial à imprensa, na qual repudia as entrevistas levadas ao ar pela Rede Record e Rede Bandeirantes, com supostos líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC). Tudo começou com uma entrevista realizada, por telefone, com Marcola - apontado como líder do PCC - ao jornalista Roberto Cabrini.

A repercussão da entrevista foi imediata. O governador de São Paulo, Cláudio Lembo, garantiu ao jornal Folha de S.Paulo , que Marcola (confinado em um presídio de segurança máxima, em Presidente Bernardes) está incomunicável, por isso, seria impossível que fosse ele a falar com Cabrini.


A Rede Record foi citada por ter posto no ar uma entrevista com Macarrão - que seria o braço direito de Marcola. O áudio foi feito por um repórter da Rádio Record, e reproduzido pelo "Jornal da Record".

Procuradas pela reportagem de IMPRENSA, as assessorias da Band e da Rede Record não quiseram se pronunciar.


Veja, abaixo, a íntegra do comunicado:

REPÚDIO : SAP emite nota oficial sobre procedimento da imprensa

Quinta-Feira, 18 de Maio de 2006


Nota à imprensa

A Secretaria da Administração Penitenciária repudia a forma criminosa e irresponsável que as emissoras de televisão Rede Record e Rede Bandeirantes colocaram no ar falsas gravações com líderes de facções criminosas e informa que tomará todas as medidas necessárias para responsabilizar, civil e criminalmente, os autores.

A veiculação de conversas com integrantes de facções criminosas serve tão-somente para inflamar o ânimo sensacionalista assustando a sociedade e prejudicando as investigações realizadas pelas autoridades competentes.

A SAP informa que a Polícia Civil de São Paulo já instaurou inquérito policial para apurar o delito de apologia de crime ou criminoso.

A SAP lembra o precedente lamentável de outra emissora de televisão, análogo a estes, que após divulgação de falsa entrevista com integrantes de facção, houve condenação.

Neste caso, o Ministério das Comunicações está tomando conhecimento do que fizeram as Redes Record e Bandeirantes para idêntica providência.

Assessoria de Imprensa da Secretaria da Administração Penitenciária