Ásia: Jornalistas paquistaneses processados devido a filmagens
Ásia: Jornalistas paquistaneses processados devido a filmagens
Atualizado em 23/06/2006 às 10:06, por
Redação Portal IMPRENSA.
Ásia: Jornalistas paquistaneses processados devido a filmagens
As autoridades do Paquistão decidiram processar Mukesh Rupeta, correspondente da Geo TV , e Sanjay Kumar, repórter de imagem freelance, mais de três meses depois de ambos terem desaparecido em Jacobabad, na província paquistanesa de Sindh.Os dois jornalistas são acusados de violação do "Official Secrets Act" por terem filmado uma base aérea paquistanesa.
Além disso, o governo paquistanês afirma que ambos forjaram documentos e que podem vir a ser condenados a duras penas de prisão.
A base aérea em questão foi usada pela coligação liderada pelos EUA durante a invasão do Afeganistão, em 2001, e não se sabe se as instalações continuam a ser utilizadas com essa finalidade.
Mukesh Rupeta e Sanjay Kumar, que se apresentaram no tribunal visivelmente debilitados, estão sob custódia da polícia de Jacobabad, tendo sido transferidos recentemente para uma ala médica, segundo informações do site Jornalistas Online, de Portugal.
A informação foi dada pela Geo TV , estação em língua urdu sediada no Dubai e que emite para o Paquistão.
Antes de ser transferido para o hospital, o próprio Mukesh Rupeta afirmou, numa breve declaração à reportagem da agência France Presse a partir do celular de um visitante da prisão, que estava sendo muito maltratado e receava ser morto.
Referindo-se ao fato de os dois repórteres terem permanecido em local desconhecido e sem contato desde que foram detidos, em 6 de março deste ano, Ann Cooper, do Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) considerou um "ultraje" que durante aquele período não tenham sido divulgadas as acusações que pendiam sobre Mukesh Rupeta e Sanjay Kumar.
Por sua vez, a Repórteres Sem Fronteiras (RSF) afirmou "ser mais do que tempo de o presidente paquistanês, Pervez Musharraf, dizer aos seus serviços de segurança para refrearem estas práticas inaceitáveis".






