Artigo: Novos Jornalistas, por Mário Gerson
Artigo: Novos Jornalistas, por Mário Gerson
Artigo: Novos Jornalistas , por Mário Gerson
2.000 exemplares de um primeiro jornal laboratório, que pretende, todo semestre, está nas ruas, de forma gratuita. É assim a proposta do Jornal Laboratório do Curso de Comunicação Social da Uern. "Esse é o nosso primeiro jornal laboratório. Todo semestre faremos o nosso jornal. Ele foi viabilizado após contato com o pró-reitor Severino Neto, da Proad, este primeiro número chegará às mãos dos universitários e da sociedade em geral", comenta a professora do Curso de Comunicação Social da Uern, Márcia Pinto, responsável pela disciplina em que os alunos formulam um jornal laboratório.Para ela, "a experiência foi gratificante, especialmente pelo desempenho da turma". "Eles tiveram algumas dificuldades em definir o tema. Os erros que chegaram até mim, nas matérias, foram normais e esperados, por isso me surpreendi. Talvez tenha tido sorte por ter trabalhado com uma turma empenhada de verdade. Eles estavam felizes de poderem, enfim, ir à procura das notícias, ir à rua, como diziam. De início, não souberam como ir à procura da informação que desejavam... a internet faz isso, acomoda e isso é péssimo. Mas eles foram orientados e buscaram pessoas, personagens. Nossa intenção era mesmo focar a cidade. Outra coisa importante é que definimos uma equipe de modo a dar a todos eles responsabilidades, como em uma redação. Quando eu detectava algum problema, perguntava antes ao chefe de reportagem e, depois, à editora, o que eles achavam. Caso eles não percebessem, induzia, questionando, levando-os a refletir e, assim, eles próprios, compreendiam o erro e buscavam corrigir", esclarece a professora.
A liberdade dada aos alunos possibilitou a produção de 8 páginas dedicadas ao tema do trânsito em Mossoró (carona para alunos da Uern, moto-táxi, carroças nas ruas, crise no transporte coletivo, dentre outros assuntos) e, na visão de um deles, Pedro Rebouças, foi uma forma de analisar a questão do trânsito com outros olhos. "Eu acredito que a liberdade que nos foi dada, para falarmos sobre o tema, de forma ampla, seria diferente caso fosse em algum outro jornal que, por várias questões, tem "rabo preso", critica. "E eu acrescentaria que a experiência foi gratificante, porque sentimos a responsabilidade e ao mesmo tempo vivemos o clima de redação", comenta Pedro que está, agora, no 6° período de Comunicação Social, habilitação em Jornalismo.
Tema
Com o tema proposto pela professora Márcia Pinto, os alunos aceitaram e foram à procura da notícia, num primeiro contato com a vida jornalística. "Dei o tema e eles definiram a pauta e fomos aparando as arestas. Houve matéria que não entrou, não coube, então fizemos uma escala de prioridades", revela. "O jornal laboratório do Curso de Comunicação Social é uma ferramenta indispensável, faz parte da ementa da disciplina que ministrei semestre passado: Jornal laboratório. Redação de matérias em geral para os veículos de comunicação. Planejamento e produção de veículos jornalísticos impressos: boletins, newsletters, jornais e revistas", conta.
Segundo ela, "a questão do transporte e do trânsito de Mossoró" a inquieta. "Não compreendo como uma cidade como Mossoró tem um sistema de transporte tão amador. Se a compararmos com outras cidades do mesmo tamanho, a diferença é absurda! Não compreendo como a Uern pode ficar à mercê de um horário de ônibus pré-definido".
Jornalismo
Para Márcia Pinto se o trânsito é amador, a imprensa, que se formou com "não diplomados" não é diferente. "Não tiro o mérito dessas pessoas que fizeram uma história, entretanto a formação acadêmica possibilita uma leitura e reflexão que vai muito além da técnica", analisa. Ela comenta que um dos fatores que colaboram para o desempenho de um mau jornalismo, além da falta da formação acadêmica é a questão da remuneração e das pautas. "Se eu recebo 5 pautas em uma redação por dia, como produzir boas matérias? É humanamente inviável. Mas se tenho tempo para produzir, naturalmente vou produzir melhor. A questão é que as redações se aproveitam dos estagiários. Isso não é legal, é injusto. Estagiário é legítimo. Mas deve trabalhar como tal. Diferente do profissional. O problema é que as redações em geral pegam o estagiário e o explora, dão a ele a mesma quantidade de pauta do profissional. Quem perde? As redações. Uma redação só com estagiário é um amadorismo", critica.
Para a professora, "O Departamento de Comunicação (DECOM) é uma criança e está caminhando bem. E por falar na imprensa de Mossoró, é importante destacar que em agosto estará se formando a primeira turma de Comunicadores Sociais da Uern", finaliza.
Expediente - Jornal Eco
Distribuição gratuita
Editora: Leilane Andrade
Chefe de reportagem: Paulo Martins
Produção: Ana Karla Farias e Reuwer Dantas.
Projeto gráfico: Pedro Rebouças
Reportagens: Adriana Morais, Amanda Melo, Fábio Faustino,
Fábio Vale, Patrícia Paz, Paulo Martins, Reuwer Dantas
Orientação/professores: Márcia Pinto e Tobias Queiroz 





