Artigo: Deputado tenta aprovar primeiro projeto de iniciativa popular, por José Roberto Paraíso
Artigo: Deputado tenta aprovar primeiro projeto de iniciativa popular, por José Roberto Paraíso
Artigo: Deputado tenta aprovar primeiro projeto de iniciativa popular, por José Roberto Paraíso
Como um beija flor que peleja apagar um incêndio com gota d´água no bico, Reguffe tenta moralizar Câmara Legislativa.Nunca na história da Câmara Legislativa um deputado economizou tanto quanto o distrital José Antônio Reguffe (PDT). Para dar exemplo e tentar aprovar os projetos que cortam gastos na Câmara, Reguffe renunciou o décimo quarto e o décimo quinto salários anuais e as verbas de gabinete. Economizou, portanto, 1 milhão e 443 mil reais. De acordo com Reguffe, se os demais deputados fizerem a mesma coisa, os cofres públicos terão 34 milhões de reais a mais no orçamento para investimento social. Mas Reguffe não está satisfeito com a medida, deseja quebrar mais um tabu. Pois quer aprovar na Câmara Legislativa o primeiro projeto de iniciativa popular.
O deputado Reguffe resolveu abrir mão da autoria das propostas de lei e torna-las de iniciativa popular porque os parlamentares não estavam discutindo mais, apenas arquivavam os projetos sem mais nem menos. "Os deputados estão querendo enterrar de vez os meus projetos", contou Reguffe. A votação das propostas de lei de iniciativa popular é mais rápida, entretanto, Reguffe terá que recolher 17 mil assinaturas com nome, endereço e número do título de eleitor para comprovar que o projeto é de iniciativa popular.
Reguffe diz que os deputados não votam os projetos que são de interesse público. "Eles votam de acordo com quem apresentou o projeto", explica. "Se um parlamentar é governista, ele aprova todas as propostas de lei do governo e nega todas da oposição, mesmo que seja bom para a sociedade", conclui. Alguns deputados já votarem em projetos do pedetista, mas Reguffe conta que um deles já lhe disse que fez "isso só para perturbar". "A convivência com os deputados é difícil porque são pessoas com valores diferentes", diz. 





