Aniversário: Larry King comemora cinqüenta anos de entrevistas com série especial na CNN

Aniversário: Larry King comemora cinqüenta anos de entrevistas com série especial na CNN

Atualizado em 10/04/2007 às 12:04, por Redação Portal IMPRENSA.

Aniversário : Larry King comemora cinqüenta anos de entrevistas com série especial na CNN

Foto: Divulgação

Ao longo de meio século, quase todas as maiores celebridades do planeta sentaram-se à sua frente para falar sobre tudo: de Oriente Médio à misteriosa morte da ex-coelhinha da Playboy Anna Nicole Smith.

Neste ano, Larry King comemora cinqüenta anos de entrevistas - e mais de 40 mil bate-papos transmitidos pelo rádio e pela TV - com uma série especial, a ser transmitida pela CNN entre 16 e 20 de abril; aqui no Brasil, os programas devem ser exibidos pela Rede 21/PlayTV.

Entre os convidados da "King-Sized Week", a apresentadora Oprah Winfrey e o ex-presidente norte-americano Bill Clinton - duas das figuras que já estiveram na bancada com King. Para ele, só faltam na lista Fidel Castro e o último papa.

O jornalista, em entrevista ao jornal alemão Der Spiegel , revelou o segredo para manter-se no ar durante tanto tempo: "Um amigo meu certa vez me disse: `o único segredo do sucesso é que não há segredo; seja você mesmo´. Se gostarem de você, eles gostam de você; se não gostarem, você não pode fazer com que gostem. É como com as mulheres...", brinca. "Eu não acho que o confronto extrairá algo mais de um convidado: prefiro fazer boas perguntas e obter respostas".

A história - King, nascido Lawrence Harvey Zeiger, ganhou o pseudônimo pelo qual ficou famoso em todo o mundo em uma pequena rádio de Miami, onde começou a carreira.

"Eu queria ser um radialista quando tinha cinco anos, não queria fazer outra coisa; ia para o banheiro imitar os programas de rádio, fazendo de conta que era um locutor", rememora, lembrando também de sua primeira vez no ar: "Quando tentei falar, não saiu nada. Finalmente, meu chefe disse: `Diga algo!´. E fiz algo na época que ainda faço atualmente; disse ao ouvinte o que estava acontecendo: `Este é meu primeiro dia no ar. E meu chefe me deu meu novo nome dez minutos atrás´".

De lá para cá, ele se tornou um dos mais famosos e badalados entrevistadores do mundo, mantendo-se firme mesmo com a acirrada concorrência de nomes como David Letterman e Jay Leno - a quem ele diz não temer ou ter ciúmes.

"Eu gosto de ter os melhores convidados, e você fica feliz em conseguir um bom convidado primeiro, mas não fico doido quando outras pessoas conseguem convidados que não consegui antes", afirma. "E não tenho ciúme profissional; nesta idade, fico contente com o que vier".

Falando a Frank Hornig e Marcel Rosenbach, King lamenta a mudança no caráter das notícias, com a invasão do mundo das celebridades e a transformação do show business em plataforma política, o que acirrou a batalha por audiência.

"As corporações atualmente são dirigidas por contadores. Naquela época, eram dirigidas por radiodifusores, que entendiam melhor o que faz um radiodifusor. Agora se resume a contabilidade, e contabilidade se resume a lucro", diz, ponderando sobre outra mudança, positiva: "Mas o que mudou mais foi a tecnologia: o satélite mudou o mundo. Eu nunca sonhei na infância que estaria no ar na Alemanha e ao redor do mundo transmitindo de um pequeno estúdio em Los Angeles".

Para King, a TV ainda é o meio de comunicação mais potente, poderoso e influente do planeta, minimizando o avanço da Internet. "Nós certamente não podemos alterar o curso de eleições. Mas Henry Kissinger certa vez me disse que eu poderia trabalhar como diplomata - eu seria capaz de fazer isso por ser conhecido no exterior, e as pessoas viriam", admite.