Ameaça à democracia: Em entrevista ao PC do B, Paulo Henrique Amorim critica a mídia
Ameaça à democracia: Em entrevista ao PC do B, Paulo Henrique Amorim critica a mídia
Ameaça à democracia : Em entrevista ao PC do B, Paulo Henrique Amorim critica a mídia
Foto: DivulgaçãoO jornalista Paulo Henrique Amorim, em entrevista ao site Vermelho, ligado ao PC do B, voltou a criticar a imprensa brasileira, chamando-a de golpista e de "ameaça à democracia".
Apresentador do "Domingo Espetacular", da TV Record, Amorim aproveitou para atacar a obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão de jornalista, uma lei "nefanda". "Agora só existe jornalista de classe média - não tem mais um proletário nas redações", afirma. "É tudo mauricinho. E eles próprios transcendem o conservadorismo de seus patrões".
Para Paulo Henrique, tachado de chapa-branca pela revista Veja , "o presidente Lula está sitiado pela imprensa escrita e por uma boa parte da imprensa de televisão". "Não é por acaso que a TV Globo contribuiu para aquilo que considero o golpe da mídia no primeiro turno".
Em entrevista aos repórteres André Cintra e Priscila Lobregatte, ele ergueu a bandeira e afirmou que a batalha mais interessante de sua geração será contribuir para a democratização da mídia. "O que está acontecendo no Brasil é um fenômeno típico da América Latina: correntes políticas conservadoras controlam os meios de comunicação tradicionais", analisa. "E não tem saída. Essa mídia tem de ser fiel ao público dela".
Prevendo um aprofundamento "do compromisso ideológico" da grande mídia com "correntes conservadoras", Amorim disse acreditar que a imprensa brasileira, hoje, é anômala. "Essa mídia, como está aí, é uma ameaça à democracia", afirmou. "Não podemos nos esquecer de que a mídia toda está do lado dos setores perdedores".
O jornalista contou estar do lado da filósofa Marilena Chauí, para quem os escândalos do Governo Lula foram "invenção da mídia"; e analisou a cobertura do processo eleitoral como "distorcida, parcial, engajada e partidária".
Ao término da conversa, ele ainda comentou sobre a entrevista de Caio Túlio Costa, seu "patrão" no iG, à IMPRENSA de novembro. "A Veja , hoje, é mais do que conservadora. É uma revista de extrema direita", finalizou. 





