ABI - Recital celebra aniversário da ABI
ABI - Recital celebra aniversário da ABI
Atualizado em 18/04/2006 às 08:04, por
Por: Reinaldo Marques e Associação Brasileira de Imprensa.
ABI - Recital celebra aniversário da ABI
Na noite desta terça-feira, Arthur Moreira Lima subiu ao palco do Auditório Oscar Guanabarino, no edifício-sede da ABI, e encantou a platéia que lotou o teatro para assistir ao concerto que o pianista preparou para celebrar a passagem dos 98 anos de fundação da Associação Brasileira de Imprensa, em 7 de abril.O evento teve o apoio do Governo do Estado do Rio de Janeiro e a apresentação, de cerca de hora e meia, incluiu obras de Bach, Mozart, Beethoven, Chopin, Astor Piazzolla, Pixinguinha, Villa-Lobos e Ernesto Nazareth.
Entusiasmado com a presença do pianista na ABI, o Presidente da Casa, Maurício Azêdo, disse que a Diretoria e os associados se sentiam muito honrados por ele ter aceitado seu convite:
- A Associação Brasileira de Imprensa está vivendo o seu momento de gala com este espetáculo maravilhoso que eleva bem alto a ABI, que é a mais antiga instituição de imprensa e também a mais aguerrida, que tem lutado em defesa da liberdade de imprensa e dos direitos humanos.
Em seguida, referindo-se ao público que lotou o teatro, comentou:
- É muito gratificante ter uma assistência como essa de hoje na comemoração do aniversário da ABI, que tem atuado no campo da liberdade e defesa do estado democrático de direito do País, que temos que aperfeiçoar.
Extraordinário
Moreira Lima iniciou o recital tocando "Jesus, alegria dos homens", de Bach, e falou sobre a sua emoção de estar se apresentando pela segunda vez no auditório da ABI:
- É um prazer muito grande voltar a tocar nesta sala, onde eu fiz o meu primeiro recital solo, em 1948, quando tinha apenas 8 anos de idade. Para mim, é uma volta ao passado e uma grande emoção ter sido escolhido para essa homenagem à ABI na comemoração dos seus 98 anos de fundação. A ABI é um organismo que merece todo o nosso apoio e respeito e eu fico muito feliz com esse mimo que me foi oferecido - disse o pianista, referindo-se à placa que recebeu das mãos de Maurício Azêdo, com a inscrição: "Ao grande artista Arthur Moreira Lima, a homenagem da ABI por seu concerto comemorativo dos 98 anos desta instituição."
Admirador do pianista, o jornalista e escritor Sérgio Cabral fez questão de prestigiar o concerto: - Achei maravilhoso a ABI ter convidado o Arthur Moreira Lima para um evento comemorativo do seu aniversário. O único defeito dele é ser Fluminense; no resto, é perfeito. Trata-se de um grande carioca de fato, além de ser um músico extraordinário.
Arthur Moreira Lima dedicou ao "ilustre, querido, nobre e amado amigo Sérgio Cabral" duas composições de Ernesto Nazareth - "Odeon" e "Apanhei-te cavaquinho" - e disse que foi o pesquisador quem o despertou para a sua música: - Ele me reuniu com o Marcos Pereira na sua casa em Copacabana e lá surgiu a idéia de fazer um disco sobre Nazareth, um grande compositor brasileiro a quem não tinha sido permitido tocar no Municipal, somente em cabarés e casas de família.
Brasilidade
Antes do fim do espetáculo, para o qual reservou "Carinhoso", de Pixinguinha, e o Hino Nacional, Moreira Lima recebeu mais aplausos da platéia quando lembrou um comentário do escritor Luiz Fernando Verissimo sobre o ecletismo do povo brasileiro e disse sentir-se muito orgulhoso de sua nacionalidade: - Quando abro a carteira e leio no meu documento de identidade "República Federativa do Brasil", eu gosto. Tenho muito orgulho de ter nascido aqui.
Início
O início das comemorações do 98º aniversário da Associação Brasileira de Imprensa, no dia 7 de abril, foi marcado por um evento que representa a continuidade de uma de suas tradições: a abertura dos Cursos Livres de Jornalismo, com aula inaugural do jornalista Hélio Fernandes. A ABI mantém-se assim na linha por ela definida em 1918, quando promoveu o 1º Congresso Brasileiro de Jornalistas, no qual o então Presidente João Guedes de Melo sustentou que os jornalistas deveriam ter formação de nível superior e manter permanente preocupação com seu aperfeiçoamento técnico, cultural e ético.






