1º Fórum sobre ética na comunicação: Clóvis de Barros Filho, professor de ética da USP, quebra paradigmas corporativos em evento da ABERJE

1º Fórum sobre ética na comunicação: Clóvis de Barros Filho, professor de ética da USP, quebra paradigmas corporativos em evento da ABERJEPor Foto: Da esq.

Atualizado em 08/05/2007 às 16:05, por Pedro Venceslau/Redação Revista IMPRENSA.

comunicação : Clóvis de Barros Filho, professor de ética da USP, quebra paradigmas corporativos em evento da ABERJE Por Foto: Da esq. para a dir. Paulo Nassar, Olinta Cardoso e Clóvis de Barros Filho
Crédito: Guilherme Perez


Na manhã desta terça-feira (08/05), a Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje) colocou a comunicação corporativa no divã. A construção da imagem das empresas, os parâmetros éticos e os desafios morais da comunicação empresarial foram alguns dos principais temas do "1º Fórum sobre ética na comunicação", que reuniu cerca de 100 comunicadores no Hotel Crowne Plaza, em São Paulo.

Na intervenção mais incisiva e polêmica do evento, o professor de ética da ECA/USP, Clóvis de Barros Filho, desconstruiu alguns paradigmas corporativos. Segundo ele, o conceito de transparência, um dos mais citados pelos comunicadores, precisa ser revisto. "O conceito de transparência presente nos códigos de ética, na doutrina e no dircurso das empresas desmerece o comunicador. É um tiro no pé. Procuro denunciar inconsistências no discurso do comunicador. Se ele se apresenta com vidro, como reflexo, com passivamente iluminador do que está dentro da empresa, ele não pode, ao mesmo tempo, se apresentar como alguém que é responsável pela construção da imagem. Dizer-se transparente é eximir-se da responsabilidade de ser agente".

Ainda segundo o professor, a imagem da empresa é um construção social em rede e não obra de um departamento.

No intervalo do evento, o jornalista Sidnei Basile, diretor-secretário editorial e de Relações Instucionais da Abril, que compôs a mesa, avaliou, para IMPRENSA, a relação entre as as ONG´s de responsabilidade social e ambiental e as redações. Para ele, muitas organizações agem de forma autoritária ao tentar impôr suas pautas e agendas. "Tenho muita preocupação com o protagonismo das Organizações Não-Governamentais. Em relação à imprensa, por exemplo, eles têm uma ansiedade, uma angústia de ver o seu trabalho disseminado pelos veículos de uma forma que me parece autoritária. Esse é um pequeno aspecto de uma espécie de protagonismo sobre o qual os dirigentes de muitas ONG´s deveriam estar preocupados", analisou.

Também participaram do evento o presidente da Aberje e professor da USP, Paulo Nassar, a diretora superintendente da Fundação Vale do Rio Doce, Olinta Cardoso, e o diretor de comunicação da Avon, Carlos Parente.

O Fórum foi roganizado pela Aberje em parceria com a LVBA Comunicação e o MaxPress. A cobertura completa você confere na edição de junho da revista IMPRENSA, que está preparando um caderno especial sobre sustentabilidade.

Serviço
Aberje (Associação Brasileira de Comunicação Empresarial)
Fone:36623990
email: eventos@aberje.com.br
site:
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