Azerbaijão critica Amal Clooney por defender jornalista presa no país

A advogada britânica Amal Clooney, especialista em direitos humanos, provocou indignação no Azerbaijão, por defender a jornalista investigativa Khadija Ismayilova, da Rádio Europe Livre (RFE), presa na capital do país, Baku.

Atualizado em 22/01/2016 às 17:01, por Redação Portal IMPRENSA.

em direitos humanos, provocou indignação no Azerbaijão por defender a jornalista investigativa Khadija Ismayilova, da Rádio Europe Livre (RFE), presa na capital do país, Baku.
Crédito:Wikimedia commons Jornalista é acusada de fazer repórter cometer suicídio
Segundo o Guardian , detida em 5 de dezembro, a jornalista deve permanecer na prisão por mais dois meses até o seu julgamento. Se condenada, pode pegar até sete anos de detenção. A profissional é acusada de incitar um repórter freelancer ao suicídio. De acordo com a imprensa local, ele prestava serviços para a RFE e a acusou de persuadir seus chefes a deixarem de contratá-lo. Os editores negam as acusações. À época da detenção de Khadija, o editor Nenad Pejic disse que ela está sendo punida por seu jornalismo, em uma tentativa de silenciá-la. A repórter produziu uma série de reportagens sobre os negócios da família do presidente do país, Ilham Aliyev. Também investigou os abusos de direitos humanos no país.
Amal Clooney alega que a prisão preventiva da profissional viola a convenção europeia. A imprensa do Azerbaijão, que age sob ordens do governo, respondeu a advogada, acusando-a de abrigar uma vingança contra os turcos de países da Ásia Central.
"Nós gostaríamos de observar que Amal Clooney tem origem Armênia e representa interesses vinculados à sua etnia no Tribunal Europeu de Direitos Humanos", publicou o site de notícias Haqqin.az.
O conflito entre Azerbaijão e Armênia remonta a antiga União Soviética, período em que o território azerbaijano de Nagorno Karabakh pediu para ser incorporado à região após uma guerra que já deixou 25.000 mortos.