Ayres Britto defende importância da rejeição à censura prévia em debate com jornalistas

Ex-ministro do STF participou do Congresso Brasileiro de Advogados, no Rio de Janeiro (RJ)

Atualizado em 23/10/2014 às 09:10, por Redação Portal IMPRENSA.

Na última quarta-feira (22/10), o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) defendeu a importância da rejeição da censura prévia durante debate entre jornalistas e advogados sobre a liberdade de imprensa e a democratização da mídia no Brasil em um dos painéis do Congresso Brasileiro de Advogados, no Rio de Janeiro (RJ).
Crédito:Agência Brasil Ex-ministro do STF rejeita a ideia de censura prévia à imprensa
De acordo com a EBC, Britto destacou o fato de a liberdade de expressão se confrontar com direitos constitucionais como a imagem, a honra e a intimidade. "Não se pode impedir que o Judiciário fale por último, nem que a imprensa fale primeiro", ponderou.
O ex-ministro disse que a Constituição não "hipotetiza a violabilidade do direito de liberdade de expressão" e que o temor do abuso não autoriza censura à imprensa. "O próprio nome diz, o direito de resposta vem depois. Primeiro, vem a liberdade de pensamento", acrescentou.
Durante o evento, também participaram o professor da Universidade Federal de Alagoas Marcelo Machado, o diretor jurídico da Rede Globo Carlos Araújo, e o jornalista Luis Nassif, que criticou a visão de que as reparações previstas na lei funcionem.
Para Nassif, os meios de comunicação não são punidos e as pessoas atacadas têm medo de reagir e sofrer retaliações. Segundo ele, a mobilização online é uma maneira de democratizar a comunicação, elevar a participação política e a fiscalização do estado.