Autorização da Anatel não será suficiente para a Sky incluir serviço de banda larga
Autorização da Anatel não será suficiente para a Sky incluir serviço de banda larga
O pedido que a Sky, operadora de TV paga no Brasil, encaminhou à Anatel, em março deste ano, para assumir o controle da ITSA Telecomunicações, não será suficiente para a estratégia de banda larga da companhia de TV via satélite.
Segundo o presidente da companhia, Luiz Eduardo Baptista, será preciso também resolver a questão do regulamento, que diz que o MMDS (tecnologia de microondas de rádio) só pode ser usado para a TV paga. Em encontro com jornalistas, na abertura do congresso do setor de TV paga nesta segunda-feira (11), Baptista afirmou que, se o espectro estiver sendo usado para a TV paga, não terá como incluir a banda larga.
A Sky poderá agregar a internet em sua oferta por meio da rede sem fio da ITSA, que tem licença para atuar na TV paga em 12 cidades via MMDS, mas não basta o aval da Anatel para a compra, cujo valor não foi revelado. Na frequência do MMDS, a Sky poderá oferecer internet pela tecnologia WiMax, mas a agência impede que o WiMax tenha mobilidade. "Entendo que essa decisão vai ter de ser revisitada", afirmou o executivo.
Ele declarou ainda que, apesar da Sky não oferecer serviço de telefonia ou internet - como as rivais -, ela "tem parcerias muito profícuas com TIM, Brasil Telecom e Oi", e que essas mesmas representam "um terço das vendas" da companhia de TV via satélite.
A Anatel afirmou que novas licitações para TV a cabo surgirão até o final deste ano, mas Baptista disse que a Sky não tem interesse, porque "não adianta ter sobreposição de infra-estrutura".
Com informações da Reuters
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