Autoridades de segurança dos EUA identificam hacker que atacou Google na China
Autoridades de segurança dos EUA identificam hacker que atacou Google na China
Analistas de segurança dos Estados Unidos acreditam que um consultor de informática tenha sido o responsável pela criação da maior parte do programa de espionagem usado em ciberataques contra o Google na China, em janeiro deste ano. Segundo reportagem do Financial Times, o homem teria conexões com o governo do país oriental.
O homem identificado pelas autoridades tem cerca de 30 anos e publicou parte do programa em um fórum de hackers. Na página, ele descreveu o spyware como algo em que "estava trabalhando". De acordo com as investigações, o homem não teria lançado o ataque, mas as autoridades chinesas teriam acesso irrestrito ao programa.
"Se ele despeja pesquisas no campo em que é melhor, precisa seguir as instruções do governo de vez em quando", afirmou um pesquisador norte-americano, que não se identificou.
Na última segunda-feira (21), a Universidade de Xangai e a Escola Vocacional Lanxiang negaram envolvimento no ataque cibernético contra o serviço de e-mail do Google. A suspeita havia sido levantada após rastreamento de ataques, que levou aos computadores das duas instituições de ensino.
A descoberta do possível criador do programa é mais um capítulo no embate entre a empresa de buscas e o governo chinês. Em janeiro deste ano, a Google informou que hackers tentaram invadir contas do Gmail de ativistas de direitos humanos do país oriental. Após a ação, a empresa passou a criticar as políticas de censura à web do país asiático, que veta expressões e determinadas palavras do serviço de buscas. A Google ameaçou fechar todos os escritórios em operação na China, caso não sejam revistas as restrições na internet. A informação é da Reuters.
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