Autoridades congolesas expulsam jornalista do país após meses de perseguição
Sadio Kante Morel é conhecida por sua virulência nas críticas ao governo congolês
Atualizado em 27/09/2014 às 17:09, por
Redação Portal IMPRENSA.
Depois de passar meses na alça de mira do governo, a jornalista freelancer Sadio Kante Morel foi expulsa da República do Congo na última terça-feira (22/09) sob a acusação das autoridades de que ela não é congolesa e residia ilegalmente no país, de acordo com a Organização Não Governamental Repórteres sem Fronteiras (RSF).
Crédito:Reprodução Kante Morel é conhecida por sua virulência nas críticas ao governo congolês
Kante Morel conseguiu se refugiar na capital de Mali, Bamako, onde disse ser vítima de uma injustiça, já que nasceu em Brazzaville, capital do Congo.
“Isso foi um erro burocrático ou uma desculpa para se livrar de uma jornalista que se tornou um incômodo?”, questionou Cléa Kahn-Sriber, chefe da RSF na África
Ex-repórter da Reuters, Kante Morel é conhecida por sua virulência nas críticas ao governo congolês, ao contrário de seus colegas, que teriam instituído a auto-censura para sobreviver, segundo a ONG.
Kante Morel foi a primeira a reporter, em setembro de 2013, a invasão de homens armados à residência da jornalista Elie Smith. A polícia a acossou quando ela tentou cobrir o julgamento de Marcel Ntsourou, um coronel do exército local.
A liberdade de imprensa no Congo desabou nos últimos meses em meio aos planos do governo de realizar um referendo que permitiria ao presidente Denis Sassou-Nguesso concorrer a mais um mandato em 2016.





