Autoridades condenam ataque à "Charlie Hebdo" e defendem liberdade de expressão
Após o atentado à redação da revista humorística Charlie Hebdo nesta quarta-feira (7/1) em Paris, na França, que ocasionou na morte de dez profissionais do veículo e dois policiais, chefes de Estado e autoridades mundiais se pronunciaram sobre o tiroteio e condenaram o que foi classificado pela maioria como um atentado à liberdade de expressão.
A revista tinha sido alvo de uma ataque no passado após publicar uma caricatura do profeta Maomé, o que teria irritado a comunidade muçulmana. Até o momento, fontes judiciais confirmaram a morte de quatro importantes cartunistas Wolinski, Charb, Cabu e Tignous e do economista Bernard Maris, cronista do veículo.
Chefes de Estado
O presidente americano Barack Obama se pronunciou através de um comunicado e condenou "o terrível ataque" à sede do semanário satírico Charlie Hebdo , em Paris. Ele ainda ofereceu ajuda à França para levar "os terroristas" responsáveis a responder perante a justiça e acrescentou que "os pensamentos e orações" dos norte-americanos estão com as vítimas e "com o povo de França".
Em nota, Dilma Rousseff, presidente do Brasil, disse estar indignada com a morte dos jornalistas e cartunistas. "Esse ato de barbárie, além das lastimáveis perdas humanas, é um inaceitável ataque a um valor fundamental das sociedades democráticas - a liberdade de imprensa".
David Cameron, primeiro-ministro do Reino Unido, classificou o ataque como “doentio” e reforçou apoio à França. “Os assassinatos em Paris são doentios.Nós estamos ao lado dos franceses na luta contra o terrorismo e na defesa da liberdade de imprensa”, disse em um comunicado oficial.
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A chanceler alemã, Angela Merkel, também reforçou que tiroteio não só atingiu apenas os cidadãos franceses, mas também a liberdade de imprensa e de expressão. "Um ataque que ninguém pode justificar contra a liberdade de imprensa e de opinião, um fundamento de nossa cultura livre e democrática", afirmou em um comunicado.
O presidente do governo espanhol, Mariano Rajoy, usou seu perfil no Twitter para expressar solidariedade ao povo francês. "Minha firme condenação ao atentado terrorista em Paris, e minhas condolências e solidariedade ao povo francês pelas vítimas. Espanha com a França'.
Matteo Renzi, chefe do governo italiano, também usou o microblog para comentar o assunto. “Horror e consternação pelo massacre de Paris, proximidade total com (o presidente francês François) Hollande neste momento terrível, a violência sempre perderá para a liberdade”.
Autoridades internacionais
O Vaticano, por meio do padre Ciro Benedettini, porta-voz da Santa Sé, declarou que ação terrorista "é um duplo ato de violência, porque ao mesmo tempo que ataca as pessoas, também ataca a liberdade de imprensa".
Para o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, tratou-se de um "crime horrendo, injustificável e a sangue-frio". Já Jean-Claude Juncker, presidente da Comissão Europeia, afirmou que houve um “ato intolerável”. "Estou profundamente consternado com o ataque brutal e desumano contra a redação da Charlie Hebdo. É um ato intolerável, uma barbárie que questiona a todos nós como seres humanos e europeus".
?Jens Stoltenberg, secretário-geral da Otan, condenou o atentado que qualificou como um “intolerável ataque à liberdade de imprensa”. “Condeno firmemente o ataque terrorista contra o escritório da revista 'Charlie Hebdo' em Paris. Foi um ato bárbaro e um ataque intolerável à liberdade de imprensa”, disse Stoltenberg em um comunicado. “Todos os aliados da Otan estão unidos na luta contra o terrorismo. O terrorismo, em todas suas formas e manifestações, nunca pode ser tolerado ou justificado”, acrescentou.??
Em comunicado oficial, o ministro das Relações Exteriores egípcio, Sameh Shoukry, apoiou a luta antiterrorista. O terrorismo é um fenômeno internacional cujo alvo é a segurança e a estabilidade no mundo", escreveu. Ele pediu ainda que sejam unificados os esforços internacionais para acabar com ele e expressou condolências do Egito às famílias das vítimas.
?A diretora geral da Unesco, Irina Bokova, revelou estar horrorizada com as mortes dos profissionais da "Charlie Hebdo:. “Meu pensamento está com as famílias das vítimas e dos feridos. Também é um ataque contra a imprensa e contra a liberdade de expressão. A comunidade internacional não pode deixar que os extremistas semeiem o terror e impeçam a livre circulação das opiniões e ideias”.
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Entidades de imprensa
O Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) condenou o ataque à revista e declarou que o ato é "um assalto descarado sobre a expressão livre no coração da Europa"."A escala da violência é terrível. Os jornalistas devem agora estar juntos para enviar a mensagem de que tais tentativas assassinas para nos silenciar não vai ficar assim."
A Federação Europeia de Jornalismo (EFJ) condenou o violento e criminoso ataque contra o semanário Charlie Hebdo. "Qualquer ataque violento e criminoso contra mídia e os jornalistas é um ataque direto à liberdade de imprensa . Condenamos veementemente este ato", disse a EFJ.
A secretária-geral da União Nacional de Jornalistas, dos EUA, Michelle Stanistreet, disse em nota: "O assassinato de jornalistas no Charlie Hebdo, cinicamente alvejados na redação para maximizar as baixas, é uma tentativa de assassinar a imprensa livre. Nossos corações estão com as famílias dos 10 jornalistas e policiais mortos nesta incursão desprezível. O jornal tinha sido alvo de ataques por parte de pessoas que querem suprimir a democracia e liberdade de expressão Estes jornalistas já pagaram com suas vidas; os autores devem ser rapidamente levados à justiça . Os apoiadores da liberdade de expressão de expressão e dos direitos civis devem estar juntos com os governos para condenar este ato e defender o direito de todo o jornalista fazer seu trabalho sem medo de ameaças, intimidação e assassinato brutal."
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