“Autocensura é importante para salvar nossa vida”, diz jornalista mexicano

De acordo com a ONG Repórter sem Fronteiras, o México ocupa o topo no ranking dos países mais perigosos na América Latina

Atualizado em 22/11/2014 às 17:11, por Redação Portal IMPRENSA.

O correspondente na cidade de Altamirano (México) do jornal El Sur , de Acapulco, Israel Flores, diz que o silêncio é arma para jornalistas no país.
Crédito:Leandra Felipe/ABr Entre 2000 e 2013, 85 jornalistas foram assassinados no México De acordo com a Agência Brasil, entre 2000 e 2013, 85 jornalistas foram assassinados no México, segundo relatório da organização não governamental Human Rights Watch.
“Aqui, a autocensura é a ferramenta mais importante para salvar nossa vida. Se você mora numa cidade grande, você ainda pode se esconder. Aqui, não. Todos saberão o que você investigou, descobriu e publicou”, afirma Flores.
para exercer a profissão. Em seguida, aparecem a Colômbia, o Brasil e Honduras.

Diante de ameaças e do envolvimento de autoridades do Estado com grupos do crime organizado, Flores reforça que a autocensura virou um mecanismo comum. Ainda segundo ele, o “código de ética” estabelecido entre os jornalistas da região também tem reflexo na maneira de abordar certos temas.
“Nós, colegas de profissão, costumamos combinar o que vamos publicar, se um descobriu mais uma coisa que o outro, conversamos e ponderamos.”