Austrália oferece ajuda a fundador do WikiLeaks caso seja detido no exterior

Austrália oferece ajuda a fundador do WikiLeaks caso seja detido no exterior

Atualizado em 06/12/2010 às 10:12, por Redação Portal IMPRENSA.

Nesta segunda-feira (06), o governo da Austrália afirmou que prestará ajuda consular ao fundador do site WikiLeaks, Julian Assange, caso ele seja detido no exterior. Assange entrou para a lista de procurados da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol, sigla em inglês), que já emitiu uma ordem de captura aos seus 188 países membros.

Em agosto, duas mulheres acusaram o australiano de tê-las agredido e estuprado, quando estava na Suécia para participar de um evento. A Justiça sueca, então, emitiu uma ordem de prisão contra Assange, que responderá por "suspeita de estupro, assédio sexual e coerção ilegal".

Segundo informações da agência EFE, o procurador-geral da Austrália Robert McClelland explicou que o fundador do WikiLeaks tem direito a procurar qualquer consulado do país em território estrangeiro. Assange é cidadão australiano, mas não mantém residência fixa por medidas de segurança.

Na última semana, o WikiLeaks revelou outros 250 mil documentos sobre as atividades diplomáticas dos EUA com diversos países aliados e inimigos, além de comentários embaraçosos sobre líderes mundiais. A Casa Branca condenou o vazamento, alegando que o site colocou "em risco vidas de americanos e aliados" do país. McClelland também criticou a divulgação dos dados sigilosos pelo site, e afirmou que Assange é investigado na Austrália para verificar se violou alguma lei do país.

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