Aureliano Biancarelli faz série de reportagens sobre Aids em Moçambique

Aureliano Biancarelli faz série de reportagens sobre Aids em Moçambique

Atualizado em 23/06/2005 às 14:06, por Fonte: ANDI.


7,5% da população do país africano está contaminada pelo HIV

A convite do Programa Nacional de DST e Aids do Ministério da Saúde, o jornalista Aureliano Biancarelli, diplomado Jornalista Amigo da Criança pela ANDI, produziu uma série de dez reportagens sobre a Aids em Moçambique. O trabalho será lançado nesta sexta-feira (17/6) e poderá ser lido no site www.aids.gov.br/mocambique. Biancarelli percorreu o país durante quase um mês para relatar o que observou e ouviu sobre os vários temas relacionados à epidemia na nação africana.

As reportagens tratam do impacto causado pela Aids no país, dos desafios na prevenção, da assistência aos doentes, da corrupção e das ações oficiais enfrentamento ao problema. Costumes tribais, preconceito, direitos humanos e características da doença em mulheres, crianças e mineiros são outros assuntos relatados. "É um trabalho sensível e esclarecedor sobre a epidemia em um dos países que fica justamente na região do mundo mais afetada pela Aids", diz Pedro Chequer, diretor do PN-DST/Aids.

A África Subsaariana, região do continente onde fica Moçambique, tem 26 milhões de pessoas vivendo com HIV/Aids. Isso equivale a 65% de toda a população afetada pela epidemia no planeta, que é de 40 milhões de pessoas. Os números são do último boletim do Programa Conjunto das Nações Unidas para HIV/Aids (Unaids), divulgado em dezembro do ano passado.

100 mil mortes por ano - Moçambique é do tamanho dos estados de Goiás, Maranhão e Ceará juntos. Tem 20 milhões de habitantes e 1,5 milhão de pessoas contaminadas pelo HIV, o que corresponde a 7,5% da população total. A cada ano, a Aids mata 100 mil moçambicanos. No Brasil, cuja população é nove vezes maior que a de Moçambique, o número estimado de soropositivos é de 600 mil - 2,5 vezes menos que o total de infectados no país africano.

Em Moçambique, existem 72 mil curandeiros, que cumprem os papéis de guia espiritual(e de médicos nos distritos das 11 províncias. Médicos diplomados são somente 500. Uma legião de agências financiadoras e milhões de dólares prometidos por programas internacionais ainda não reverteram a tendência de crescimento da epidemia.

País de língua portuguesa, Moçambique é um dos parceiros do Brasil num programa de cooperação que, sem custos exorbitantes, vem dando certo. É o projeto Ntwanano, que na língua changana, um dos vários dialetos locais, quer dizer aliança e entendimento. O acordo foi assinado há dois anos, entre os Ministérios da Saúde do Brasil e de Moçambique, e tem a participação de
organizações não governamentais dos dois países.-

Informações:
Programa Nacional de DST e Aids
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