Aumentou número de jornalistas detidos e assassinados no mundo, diz RSF
A ONG de defesa da liberdade de imprensa Repórteres sem Fronteiras (RSF) divulgou nesta quarta-feira (14 dez/22) seu relatório anual sobre ocenário internacional de perseguição judicial e de casos de violência contra jornalistas.
Atualizado em 14/12/2022 às 09:12, por
Redação Portal IMPRENSA.
Segundo o levantamento, em todo o mundo 57 profissionais de comunicação foram mortos este ano, contra 48 no ano passado. Entre os motivos da alta está a guerra na Ucrânia, que vitimou fatalmente um total de 8 jornalistas.
Com isso, a Ucrânia é o segundo país do mundo mais perigoso para jornalistas, atrás apenas do México, que pela quarta vez seguida está no topo da lista, com 11 assassinatos. A maioria das vítimas por lá é morta em retaliação à publicação de reportagens sobre como o tráfico de drogas e o crime organizado corrompem todos os níveis de poder do país. Crédito: Reprodução RSF
O levantamento da RSF também indicou forte aumento no número de detenções, com 533 jornalistas prestos em todo o mundo (incluindo 78 mulheres), contra 470 no ano passado. Citando o caso do fundador da plataforma Wikileaks, Julian Assange, que continua detido no Reino Unido, onde aguarda extradição para os EUA (que por sua vez o ameaçam com prisão perpétua), a RSF destacou que os abusos judiciais contra jornalistas também ocorrem em democracias.
Brasil
Segundo o levantamento, em 2022 o Brasil foi um dos países mais perigosos do mundo para jornalistas, com 3 assassinatos de colaboradores de veículos de comunicação. No continente americano - que teve um total de 27 assassinatos, maior número em 20 anos -, o Brasil fica atrás apenas de México (11) e Haiti (6) no ranking de comunicadores mortos devido a suas atividades profissionais.
Entre os jornalistas assassinados no Brasil está o britânico Dom Phillips, morto a tiros junto com o indigenista Bruno Pereira, quando ambos realizavam uma expedição jornalística para investigar alternativas de geração de renda sustentáveis na região do Vale do Javari, na Amazônia.
No levantamento da RSF, Bruno Pereira foi considerado colaborador do jornal britânico The Guardian, um dos veículos para os quais Dom Philips escrevia. A outra vítima brasileira listada pela RSF é Givanildo Oliveira, do portal de notícias Pirambu News, de Fortaleza (CE). Ele foi assassinado depois de noticiar a prisão de um suspeito de homicídio.





