Auditoria nega fraude na seleção de livros didáticos
Auditoria nega fraude na seleção de livros didáticos
O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE/MEC) realizou uma auditoria interna e constatou que não houve fraudes no processo de escolha do livro didático para o ensino fundamental e médio público do Brasil, como denunciado pela Associação Brasileira de Editores de Livros (Abrelivros). Eram apontadas supostas irregularidades nas indicações de 89 escolas, com o favorecimento da Editora Moderna.
De acordo com o FNDE, 92 instituições de ensino receberam exatamente as obras que solicitaram pela internet ou por meio de um formulário impresso. Outras 97 não efetivaram a escolha e, por isso, receberam os livros mais pedidos pelas instituições de ensino de seus municípios ou região, como prevê a legislação.
O auditor-chefe do FNDE, Gil Pinto Loja Neto, responsável pela análise, concluiu que o fundo cumpriu o previsto nos editais dos programas de livros para o ensino fundamental e médio. "Não há indício de fraudes", afirma.
O auditor também anunciou que, entre as obras mais escolhidas, aparecem títulos de várias editoras. "Não houve favorecimento à editora Moderna", assegurou. O FNDE colocou à disposição da população, em sua página eletrônica, todos os documentos analisados, a denúncia da Abrelivros e o relatório da auditoria.
O processo de escolha do livro didático é feito pelos professores. O formulário é enviado ao Ministério da Educação, pela internet ou via Correios. São atendidas, anualmente, mais de 160 mil escolas públicas de ensino fundamental e médio. Em 2007, foram entregues cerca de cem milhões de livros, que serão utilizados em 2008 por 37,6 milhões de alunos.






