Atos pela liberdade de Assange preveem corrente humana em Londres

Está prevista para este sábado (8) uma manifestação em Londres, Reino Unido, contra a extradição de Julian Assange, fundador do Wikileaks. Segundo a Federação Internacional de Jornalistas (FIJ), mais de 3.

Atualizado em 07/10/2022 às 08:10, por Redação Portal IMPRENSA.

600 pessoas formarão uma corrente humana em torno do parlamento inglês para exigir a liberdade de Assange e a retirada pelo governo dos EUA de todas as acusações contra ele. Foram convocados para o ato integrantes de sindicatos de jornalistas, organizações de liberdade de imprensa e jornalistas.
A manifestação contará com o apoio da principal entidade representativa dos profissionais de imprensa do Reino Unido, a National Union of Journalists (NUJ). Em comunicado, a NUJ afirmou que a extradição de Assange representa a criminalização do jornalismo investigativo, abrindo as portas para "qualquer outro tipo de repressão" contra jornalistas independentes. Ainda segundo a entidade, "se um número suficiente de jornalistas se reunir para cercar o parlamento, esse processo pode ser interrompido”. Crédito:Reprodução O protesto está sendo organizado pela campanha Don’t Extradite Assange e prevê, no mesmo dia, ações de solidariedade ao fundador do WikiLeaks em outros países. A previsão é que mais de vinte ações ocorrerão pelo mundo para pedir a libertação de Assange.
No Brasil, a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e sindicatos da categoria realizarão atos nesta sexta-feira (7), em frente à embaixada e aos consulados do Reino Unido em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. No sábado, às 9h de Brasília acontecerá o tuitaço internacional #FreeAssangeNOW.
Na França, o Comitê de Apoio a Assange e 37 organizações que assinaram o ‘Apelo de Paris por Julian Assange’, se reunirão pedindo a liberdade do fundador do WikiLeaks. Já nos Estados Unidos, o Comitê de Defesa de Assange realiza um comício no Departamento de Justiça em Washington DC, pedindo ao procurador-geral Merrick Garland que retire as acusações contra o jornalista.
País de origem de Assanghe, a Austrália também terá atos, incluindo a formação de uma corrente humana em Melbourne.
A FIJ lançou uma campanha global pedindo ao governo dos EUA que retire todas as acusações contra Assange e pedindo a todos os sindicatos de profissionais de imprensa e organizações de defesa da liberdade de imprensa se manifestem.
Entenda o caso
Os EUA querem julgar Assange pelo vazamento de documentos de inteligência do exército americano. Os documentos foram publicados no WikiLeaks e reproduzidos por veículos de imprensa ao redor do mundo.
Assange responde por acusações de espionagem, fraude e abuso de computadores. Se condenado, ele pode ter de cumprir pena de prisão perpétua. Seus defensores também temem que, se ele for extraditado para os EUA, será mantido em isolamento, o que aumentaria seu risco de suicídio.
Assange está desde 2019 na penitenciária de segurança máxima Belmarsh, em Londres, onde aguarda a tramitação do pedido de extradição feito pelos EUA.
Os documentos confidenciais divulgados por Assange indicariam crimes de guerra cometidos pelos EUA e países aliados em diferentes conflitos. Um desses documentos é um vídeo que mostra a execução, por militares americanos a bordo de um helicóptero dos EUA no Iraque, em 2007, de pelo menos 18 civis, incluindo dois jornalistas da agência Reuters.