Ato em SP lança manifesto de repúdio às críticas de Lula à mídia
Ato em SP lança manifesto de repúdio às críticas de Lula à mídia
Atualizado em 22/09/2010 às 16:09, por
Redação Portal IMPRENSA.
No começo da tarde desta quarta-feira (22), juristas e personalidades lançaram um "Manifesto em Defesa da Democracia", em São Paulo, em frente à sede da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, no largo São Francisco. O documento intenta preservar os preceitos democráticos, a liberdade de imprensa e expressão.
Durante o ato, que reuniu cerca de 250 pessoas, na contagem da Polícia Militar, assinaram o manifesto, entre outros, o Cardeal Arcebispo Emérito de São Paulo, D. Paulo Evaristo Arns, o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Carlos Velloso, os atores Mauro Mendonça e Carlos Vereza, e também o poeta e intelectual Ferreira Gullar, segundo informa O Globo Online.
O ato público ocorre após os ataques do presidente Luiz Inácio Lula da Silva contra a imprensa. Entre as acusações, a mais contundente aconteceu no último sábado (18), durante um comício da candidata Dilma Rousseff (PT), em Campinas (SP), quando Lula afirmou que alguns jornais e revistas estariam atuando como "partidos políticos".
Na próxima quinta-feira (23), entidades de classe e movimentos sociais, apoiados pelo PT, irão promover, em São Paulo, um "Ato contra o golpismo midiático", na intenção de combater o que classificaram como "ofensiva antidemocrática". Tais ataques, no entendimento dos que encabeçam o ato, tem como objetivo levar o candidato tucano à Presidência, José Serra, ao segundo turno.
Além de criticar diretamente o autoritarismo, o Manifesto lançado nesta quarta, que foi lido aos presentes pelo jurista Hélio Bicudo, versa sobre os perigos dos grupos que atuam contra a imprensa sob suposto financiamento do governo.
"É aviltante que o governo estimule e financie a ação de grupos que pedem abertamente restrições à liberdade de imprensa, propondo mecanismos autoritários de submissão de jornalistas e de empresas de comunicação às determinações de um partido político e de seus interesses", diz o texto.
O ex-ministro da Justiça Miguel Reale Júnior afirmou que jornalistas chegam a ser ameaçados em sites e blogs petistas. "Não existe mais liberdade de se denunciar aquilo que envergonha o país, que é a maracutaia dentro do Palácio do Planalto", disse.
Já sobre o encontro da próxima quinta, Reale Júnior pontuou ser "um processo imensamente perigoso de radicalização".
Ao ser indagado se o lançamento do Manifesto visava atingir Lula, reale não direcionou o ataque, mas afirmou que o presidente tem agido de maneira "fascista".
"Na medida em que ele passou a denunciar a imprensa, a dizer que não precisa de formador de opinião, a dizer que a opinião somos nós, esta é uma ideia substancialmente fascista. Ele com sua posição de presidente da República, sai de sua cadeira da presidência para ser insuflador contra a imprensa. Isto é perigoso", disse Reale Júnior.
Na opinião de Hélio Bicudo, o presidente "tenta desmoralizar a imprensa, tenta desmoralizar todos que se opõe ao seu poder pessoal".
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Durante o ato, que reuniu cerca de 250 pessoas, na contagem da Polícia Militar, assinaram o manifesto, entre outros, o Cardeal Arcebispo Emérito de São Paulo, D. Paulo Evaristo Arns, o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Carlos Velloso, os atores Mauro Mendonça e Carlos Vereza, e também o poeta e intelectual Ferreira Gullar, segundo informa O Globo Online.
O ato público ocorre após os ataques do presidente Luiz Inácio Lula da Silva contra a imprensa. Entre as acusações, a mais contundente aconteceu no último sábado (18), durante um comício da candidata Dilma Rousseff (PT), em Campinas (SP), quando Lula afirmou que alguns jornais e revistas estariam atuando como "partidos políticos".
Na próxima quinta-feira (23), entidades de classe e movimentos sociais, apoiados pelo PT, irão promover, em São Paulo, um "Ato contra o golpismo midiático", na intenção de combater o que classificaram como "ofensiva antidemocrática". Tais ataques, no entendimento dos que encabeçam o ato, tem como objetivo levar o candidato tucano à Presidência, José Serra, ao segundo turno.
Além de criticar diretamente o autoritarismo, o Manifesto lançado nesta quarta, que foi lido aos presentes pelo jurista Hélio Bicudo, versa sobre os perigos dos grupos que atuam contra a imprensa sob suposto financiamento do governo.
"É aviltante que o governo estimule e financie a ação de grupos que pedem abertamente restrições à liberdade de imprensa, propondo mecanismos autoritários de submissão de jornalistas e de empresas de comunicação às determinações de um partido político e de seus interesses", diz o texto.
O ex-ministro da Justiça Miguel Reale Júnior afirmou que jornalistas chegam a ser ameaçados em sites e blogs petistas. "Não existe mais liberdade de se denunciar aquilo que envergonha o país, que é a maracutaia dentro do Palácio do Planalto", disse.
Já sobre o encontro da próxima quinta, Reale Júnior pontuou ser "um processo imensamente perigoso de radicalização".
Ao ser indagado se o lançamento do Manifesto visava atingir Lula, reale não direcionou o ataque, mas afirmou que o presidente tem agido de maneira "fascista".
"Na medida em que ele passou a denunciar a imprensa, a dizer que não precisa de formador de opinião, a dizer que a opinião somos nós, esta é uma ideia substancialmente fascista. Ele com sua posição de presidente da República, sai de sua cadeira da presidência para ser insuflador contra a imprensa. Isto é perigoso", disse Reale Júnior.
Na opinião de Hélio Bicudo, o presidente "tenta desmoralizar a imprensa, tenta desmoralizar todos que se opõe ao seu poder pessoal".
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