Atleta peruano é acusado de subornar juíza por condenação de jornalista

Atleta peruano é acusado de subornar juíza por condenação de jornalista

Atualizado em 08/09/2010 às 18:09, por Redação Portal IMPRENSA.

Após condenação da apresentadora de TV Magaly Medina por difamar o jogador de futebol peruano Paolo Gerrero, a ex-secretária da juíza envolvida no caso denunciou que a família do atleta teria subornado a magistrada, informa EFE segundo publicação no último dia 05/09 do jornal Peru21 .

Na denúncia, a ex-secretária Margaret Huamán afirma que familiares de Guerrero entregaram um montante de dinheiro não determinado à juíza Maria Cabrera Veja, em 14 de setembro de 2009.

De acordo com o jornal, o fato ocorreu no domicilio do presidente da Corte Superior, César Vega, recaindo a denúncia também sobre ele.

"Posso afirmar que a decisão assumida pela juíza Cabrera não foi produto da leitura imparcial da lei nem do objetivo de corrigir a jornalista, mas foi o resultado de um suborno, produto de um ato de corrupção do que fui testemunha direta", diz ex-secretária no texto da denúncia.

Conhecida no Peru como 'rainha da fofoca', Magaly veiculou em 2007 imagens do jogador que, segundo a apresentadora, demonstravam que Guerrero ficou fora da concentração da seleção peruana durante a madrugada.

O atleta denunciou a jornalista por difamação e a juíza Cabrera condenou-a junto com seu produtor, Ney Guerrero, a quase três meses de prisão e o pagamento de indenização US$ 71,5 mil, além da leitura no programa do reconhecimento da informação falsa.

A ex-secretária disse que não denunciou o fato anteriormente "por temer as ameaças e intimidações feitas pela denunciada".

Cabrera nega o caso e garante que sua ex-empregada está acusando-a para se vingar da não renovação de seu contrato em julho deste ano, após supostas faltas graves em suas funções.

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