Ativistas tentam impedir que Twitter entregue dados sobre WikiLeaks à Justiça dos EUA

Ativistas tentam impedir que Twitter entregue dados sobre WikiLeaks à Justiça dos EUA

Atualizado em 13/01/2011 às 10:01, por Redação Portal IMPRENSA.

Dois importantes ativistas ligados ao site WikiLeaks, o holandês Rop Gonggrijp e a parlamentar islandesa Birgitta Jonsdottir, tentam impedir que o Departamento de Justiça dos EUA tenha acesso a seus registros no Twitter. Nesta semana, o governo norte-americano exigiu que o microblog divulgue dados de pessoas relacionadas a organização fundada pelo australiano Julian Assange, incluído na lista.

De acordo com informações das agências de notícias, os ativistas consultam seus advogados para obterem meios legais de manterem seus dados em sigilo. O pedido do Departamento de Justiça faz parte de uma investigação sobre o vazamento de documentos diplomáticos secretos, feito pelo WikiLeaks em novembro de 2010 e condenado pela Casa Branca.

A ordem judicial, com data de 14 de dezembro, obriga o Twitter a entregar aos promotores dos EUA registros sobre todas as contas criadas pelo WikiLeaks na rede social a partir de 1º de novembro de 2009. Os perfis, segundo as investigações, teriam sido registrados por Gonggrijp, Birgitta, Assange e Bradley Manning, ex-analista de inteligência do Exército dos EUA, suspeito de ter entregado arquivos sigilosos.

O advogado Aden Fine, da União Americana das Liberdades Civis, examina o caso dos ativistas, que foram informados sobre a ordem judicial por meio de um e-mail do Twitter. Fine disse que a mensagem do serviço sugeria que o site ainda não havia disponibilizado os registros dos europeus aos promotores. Até o momento, representantes da rede social não quiseram se pronunciar sobre o assunto.

Na última terça-feira (11), o fundador do WikiLeaks se apresentou ao tribunal de Londres (Inglaterra) para a audiência preliminar sobre sua extradição para a Suécia, país em que é acusado de cometer crimes sexuais. Na data, os advogados de Assange declararam que seu cliente tem ser condenado à pena de morte caso seja preso nos EUA.

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