Ativista indiana usa vídeos no YouTube para expor "cultura do estupro" no país
A ativista indiana Sunitha Krishnan, fundadora da Organização Prajwala – que visa o combate ao tráfico sexual – tem atuado firmemente tambémna luta contra a "cultura do " no país, na qual usa o YouTube como canal para a publicação de vídeos de mulheres sendo estupradas.
Atualizado em 22/06/2015 às 16:06, por
Redação Portal IMPRENSA.
Crédito:Reprodução Ativista denuncia estupradores com vídeos no YouTube
Segundo a BBC Brasil, Sunitha afirma que os vídeos são gravados pelos próprios homens que, de acordo com a ativista, "se gabam deste tipo de ato". Para a divulgação, a jornalista "borra" o rosto da vítima e mantém a aparência dos estupradores. Ela afirma que, por conta das imagens, três homens foram presos até agora.
"Eu assisti a um vídeo em fevereiro e fiquei totalmente chocada quando vi que era um vídeo autêntico de estupro. Era nauseante. Era uma garota bem nova sendo estuprada por cinco homens. Fiquei chocada em ver que esses homens estavam cientes que havia uma câmera, que eles estavam sendo filmados. Eles estavam rindo e se gabando", disse Sunitha.
Apesar de ser questionada sobre a integridade física dos homens, que tem seus rostos divulgados, a ativista acredita que esta é a forma ideal de combater os crimes. "O estuprador está usando esse meio para expor e constranger alguém e para exibir sua impunidade. Por que então eu devo me sensibilizar com as necessidades dele?", comentou.





