Ataque dos EUA no Iraque que vitimou dois jornalistas em 2003 foi deliberado
Ataque dos EUA no Iraque que vitimou dois jornalistas em 2003 foi deliberado
Adrienne Kinne, uma ex-sargento do Exército dos Estados Unidos, revelou ao site Democracy Now! ter visto documentos militares secretos que listavam o Hotel Palestina, no Iraque, como possível alvo.
A declaração põe em cheque a justificativa norte-americana de que o ataque que vitimou os jornalistas Jose Couso e Taras Protsyuk, em 8 de abril de 2003, foi um acidente.
A ex-sargento garantiu ainda que recebeu ordens para vigiar norte-americanos que trabalhassem para órgãos de comunicação social e organizações não-governamentais e estivessem trabalhando no país.
Perante estes dados, a Federação Internacional de Jornalistas (FIJ) instou o governo dos EUA a "dizer toda a verdade" sobre a morte de jornalistas por soldados norte-americanos, uma vez que "lentamente a terrível verdade sobre os acontecimentos daquele dia estão vindo à tona".
A necessidade de uma revelação total é ainda mais urgente, na medida em que uma decisão de um tribunal espanhol na última terça-feira (13) invocou a "insuficiência de provas" como base para abandonar um processo judicial contra três oficiais norte-americanos - o sargento Thomas Gibson, o capitão Philip Wolford e o tenente-coronel Philip de Camp - acusados da morte de Jose Couso.
A FIJ lembrou também que há dois outros casos para serem esclarecidos: o ataque norte-americano às instalações da Al Jazeera em Bagdá, que matou o repórter Tareq Ayyoub na manhã de 8 de abril de 2003; e as mortes de Terry Lloyd, Fred Nerac e Hussein Osman, membros de uma equipe de reportagem da ITN que acompanhava o início da guerra em Basra.
As informações são do site do Sindicato de Jornalistas de Portugal
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