Ataque a bomba mata jornalista na Tailândia
Ataque a bomba mata jornalista na Tailândia
Na noite da última quinta-feira (21), um repórter tailandês que trabalhava para o The Ray , maior jornal do país, morreu vítima de um ataque à bomba, que deixou pelo menos mais 20 pessoas feridas na cidade de Sungai Golok, próxima à fronteira com a Malásia, no sul da Tailândia, informou a polícia local à agência de notícias Associated Press.
O jornalista e as outras vítimas foram atraídos para o local após ter acontecido a explosão de um arefato menor, que estava em uma motocicleta e não deixou nenhum ferido. Cerca de vinte minutos depois do ocorrido, uma bomba maior, que estava dentro de um carro, foi detonada.
Entre as vítimas também estão um repórter da rede de TV tailandesa Canal 9, que se encontra seriamente ferido, e o chefe de polícia da cidade.
Separatistas mulçumanos
Essa tática é comum nos ataques no sul do país, onde as explosões são normalmente atribuídas a separatistas muçulmanos que estão em campanha contra o governo por quase quatro anos.
Mais de 3.000 pessoas já foram mortas nas Províncias do sul da Tailândia, de maioria da população muçulmana, desde o início de 2004, quando um movimento separatista voltou a agir após mais de duas décadas adormecido.
O governo tailandês fez poucos progressos no combate à violência, apesar da presença de cerca de 40 mil soldados e policiais no sul do país. Tiroteios e ataques à bomba ocorrem quase diariamente.
Mais de 90% dos 65 milhões de tailandeses são Budistas, e muitos dos muçulmanos do país reclamam por serem tratados como cidadãos de segunda classe. Os tailandeses do sul são do mesmo grupo étnico dos malaios, com os quais compartilham a mesma religião, cultura, língua e culinária.
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