Associação Nacional de Editores faz 25 anos e aposta em publicações segmentadas

Criada como uma alternativa para os pequenos editores de revista, a Associação Nacional de Editores de Publicações (Anatec), elegeu seu novo

Atualizado em 17/08/2011 às 10:08, por Luiz Gustavo Pacete.

Conselho Administrativo para 2011/2014 e tem como metas intensificar ações junto às agências de publicidade e anunciantes, além de ampliar o quadro de associados na mídia segmentada.
O novo conselho da entidade será composto por Fernando Banas, Epse Editora, Edgard Laureano da Cunha Jr., da Aranda Editora Técnica e Cultural Ltda e como presidente executivo, Pedro Renato Eckersdorff.
Em entrevista ao Portal IMPRENSA, Eckersdorff, falou sobre os novos desafios dos pequenos e médios editores e o foco da entidade em fortalecer o mercado de revistas segmentadas. "Depois de 25 anos de atuação, queremos dar continuidade à principal missão pela qual foi criada a Anatec", afirma Eckersdorff.
Além das mudanças na direção, a entidade lança nova logomarca e a veiculação de uma campanha publicitária. Nesta quarta-feira (17), a Anatec também realiza o VII Prêmio Anatec de mídia segmentada. Além disso, ela acaba de fazer um acordo com sua homônima argentina, a Associação de Imprensa Técnica e Especializada (Apta, na sigla em espanhol), para elaborar ações binacionais no setor da mídia segmentada.

Portal IMPRENSA - Para que foi criada a Anatec? Pedro Renato Eckersdorff - A entidade foi fundada por imposição dos editores, na época existiam muitas publicações pequenas e médias porque os maiores editores de revista de consumo já tinham a Associação Nacional dos Editores de Revista (Aner), onde os problemas eram maiores e diferenciados, isso fazia com que os editores menores não tivessem muito espaço. E os editores tinham problemas de toda ordem, gráfica, formação profissional e logística, desta maneira eles se juntaram para ter um centro de discussão de seus problemas comuns.
IMPRENSA - A entidade também tinha outras questões comerciais, por exemplo? Eckersdorff - Sim, depois das demandas logísticas você tinha o desafio de falar com as agências de publicidade. Foi produzido um guia para ser distribuído para o mercado publicitário, isso porque as agências não dariam conta de atender tantas editoras. Desta forma, a Anatec tentou ajudar nesse diálogo. Depois disso, foi criado um prêmio para promover o mercado segmentado. Tudo isso tomou grandes proporções, em 2009, por exemplo, estávamos com 1101 editoras publicando 2782 títulos chegando a uma tiragem de mais de 1 bilhão de exemplares.
IMPRENSA - Quais as ferramentas atuais para fomentar o mercado? Eckersdorff - Criamos um site que no mês passado alcançou 550 mil pageviews, muitos acessos para a página de uma associação de classes. Essa plataforma também foi criada para aproximar os pequenos editores das agências e anunciantes. Além disso, criamos também um seminário anual onde trazemos ícones do mercado para fazer palestras, isso faz com que os executivos tenham a ajuda de pessoas de mercado.
IMPRENSA - Quais os atuais desafios da Anatec hoje? Eckersdorff - Se naquele momento da criação nós tínhamos necessidades pontuais, hoje elas existem, mas em outras proporções. Atualmente os editores precisam acompanhar o mercado digital, porque muitas vezes as editoras menores já estão em uma desvantagem. O empresário deve ter em mente a importância do conteúdo, mas sem esquecer das ferramentas. Além disso, ele precisa ter muito claro o tipo de segmento e mercado que quer atingir. Isso acontece porque segmentar demanda conhecer muito seu público. O outro desafio é fazer com que os anunciantes também tenham de forma muito clara o público que ele precisa atingir.
IMPRENSA - O mercado de segmentadas está aquecido? Eckersdorff - Está a todo vapor, essas revistas caminham para a segmentação e obviamente muitos editores terão sucesso e existirão os medianos. Muitos não escolhem bem seu segmento, muitos por questões profissionais, outros pela gestão familiar de suas empresas.
IMPRENSA - Neste caso, como a Anatec pode contribuir? Eckersdorff - Estamos atuando para divulgar a entidade, desenvolvemos pesquisa e estamos sempre em contato com nossos editores. Agora, tem um problema que é o fato de os brasileiros não se associarem muito, isso dificulta, mas um de nossos desafios é aumentar o número de editoras associadas.
IMPRENSA - Qual a relação de vocês com a Aner atualmente? Eckersdorff - Ela é muito próxima, nós somos uma espécie de irmãos, fazemos muitas coisas em conjunto. Eu por exemplo, represento a Aner no conselho do Conar.
IMPRENSA - Por fim, qual a expectativa em termos de negócio? Eckersdorff - Vemos que as verbas publicitárias estão crescendo e cabe aos editores conquistar sua fatia. Dinheiro existe no mercado, agora tem que convencer o empresário de que o meio que ele dispõe de um bom meio e dá retorno. O empresário não pode investir somente na TV Globo, ele não pode pensar só na revista Veja, ele terá que cada vez mais segmentar sua verba.

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