Associação dos EUA faz homenagem a jornalistas mortos no México

A Associação de Jornalistas Hispanos de San Antonio (SAAHJ) concedeu reconhecimento póstumo para todos os jornalistas que morreram em decorrência de reportagens sobre a guerra do narcotráfico, noticiou o .

Atualizado em 09/08/2011 às 10:08, por Redação Portal IMPRENSA.

Javier Garza, diretor editorial de El Siglo de Torreón , e Sandra Rodríguez, repórter do El Diario de Juárez, receberam o prêmio "Henry Guerra a la Trayectoria de Vida" em nome dos colegas, na cerimônia realizada no dia 29 de julho.
"É talvez a primeira vez que uma organização jornalística dos EUA homenageia repórteres, editores e fotógrafos que perderam as suas vidas cobrindo a guerra às drogas no México", a associação no site oficial. Para Elaine Ayala, presidente da SAAHJ e repórter do San Antonio Express-News , a preocupação da entidade com a guerra estabelecida no México não é apenas com os jornalistas e suas famílias, mas também com a liberdade de expressão no país.
Desde 2010, 15 jornalistas foram mortos, vítimas da guerrilha do narcotráfico no país latino-americano. O número é ainda maior se calculado desde a posse do atual presidente Felipe Calderón, com 30 mortes desde 2006.
Segundo Garza, do EL Siglo de Torreón , as mortes continuam ocorrendo por causa da impunidade do Estado. "Eu raramente ouço que pegaram o assassino de um jornalista". As autoridades não investigam as causas das mortes e os criminosos aproveitam-se da situação para sair impunes.
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