Associação de Correspondentes da Casa Branca confirma casos de covid entre jornalistas e orienta isolamento de profissionais

Até o momento, três casos foram confirmados após o presidente Donald Trump e outros funcionários do governo testarem positivo

Atualizado em 06/10/2020 às 12:10, por Redação Portal IMPRENSA.

A Associação de Correspondentes da Casa Branca emitiu comunicado na sexta-feira (2) para confirmar o diagnóstico positivo de três jornalistas que trabalham na cobertura de atos do presidente Donald Trump, que está com a doença.

Crédito:Pixabay

Os profissionais participaram de reuniões e eventos com a comitiva da Casa Branca durante a semana passada e podem ter sido infectados durante essas coberturas.


A partir de agora, a entidade e a própria Casa Branca deve realizar um rastreamento da rede de contatos para identificar outras possíveis contaminações relacionadas.


A Associação orienta os jornalistas que estiveram nos mesmos ambientes que os integrantes do governo a se isolar e a realizar testes para o coronavírus.


“Devido aos casos no último fim de semana e ao grande número de profissionais de imprensa credenciados para o evento Rose Garden de 26/9, pedimos que se você esteve na Casa Branca naqueles dias, que preste atenção extra a quaisquer mudanças em sua saúde. A partir de agora, a Casa Branca se comprometeu a testar aqueles que estavam no [evento da] Força Aérea. Nós encorajamos fortemente outros jornalistas que podem ter sido expostos a se valerem de outras opções de teste”, diz a nota.


Cobertura de risco


De acordo com a imprensa americana, repórteres e porta-vozes da Casa Branca trabalham juntos em alojamentos apertados, por isso há agora uma preocupação generalizada entre os profissionais.


O presidente Trump anunciou na sexta-feira que ele e a primeira-dama Melania Trump testaram positivo para covid-19.


Com a notícia, veículos de comunicação passaram a realizar um trabalho de identificação dos seus profissionais que estiveram em contato com funcionários da Casa Branca, para fazer testes e garantir o isolamento.


Durante a pandemia, foi a Associação de Correspondentes que assumiu o papel de orientar os jornalistas sobre as precauções ao cobrirem a administração pública, diferentemente do próprio governo.


Um dos repórteres que contraiu o coronavírus, Michael Shear, do The New York Times, disse à CNN que tem quase certeza de que foi infectado no dia em que o presidente Trump anunciou sua escolha para a Suprema Corte.


Até o momento, ele não foi procurado pela Casa Branca. "Ninguém perguntou qualquer coisa sobre onde eu estava ou com quem conversei ou quem mais eu poderia ter infectado", alertou.


Outros profissionais afirmaram que os funcionários do governo lidaram com o surto de forma imprudente, colocando suas vidas em perigo, desrespeitando as diretrizes básicas de saúde, como o uso de máscaras, e realizando eventos com aglomerações.