Assembleia do RS nega ter coagido RBS a modificar conteúdo de matéria

Assembleia do RS nega ter coagido RBS a modificar conteúdo de matéria

Atualizado em 24/03/2010 às 18:03, por Eduardo Neco/Redação Portal IMPRENSA.

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Parte da imprensa gaúcha acusa a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, sobretudo seu presidente, deputado Giovani Cherini (PDT), de ter pressionado a rede RBS a modificar matéria sobre esquema presencial de parlamentares da Casa.

Divulgação
Giovani Cherini (PDT)

No último domingo (21), foi veiculado no programa "Teledomingo", da TV RBS, reportagem que mostrava prática controversa dos deputados gaúchos. Nas quintas-feiras, os parlamentares assinam presença no Plenário da Casa e partem para atuação em suas bases.

Por coação da Assembleia - receosa de que a reportagem prejudicasse a imagem dos parlamentares e da Casa - a RBS teria retirado o nome de deputados da matéria e amenizado seu conteúdo.

O superintendente de comunicação da Assembleia, Carlos Bastos, declarou ao Portal IMPRENSA que, de fato, ele e o presidente Giovani Cherini se reuniram com a direção da rede, na última sexta-feira (19).

O objetivo do encontro era discutir o comportamento do repórter Giovani Grizotti que, ao longo dos quinze dias de produção da reportagem, teria abordado parlamentares de forma pouco ortodoxa, culminando com o incidente em que o deputado Dionilso Marcon (PT) arrancou com um safanão o microfone do jornalista. À IMPRENSA, Marcon declarou - na última quinta (18) - que sua atitude fora proporcional "à falta de respeito" de Grizotti.

Carlos Bastos, que atuou por 25 anos no Grupo RBS, sublinhou que a reunião não tratou de modificações no conteúdo, mas do modo como o trabalho foi conduzido. "Posso te assegurar que a conversa foi pontual, e a respeito da condução da matéria e não do conteúdo, e isso ocorreu vários dias antes da veiculação", explicou acrescentando que os representantes da rede ouviram as observações, mas não se pronunciaram a respeito. "O Grupo RBS é muito forte para ser suscetível a esse tipo de pressão".

Procurada pela reportagem, a RBS declarou que os autorizados a comentar o caso não estavam disponíveis.

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