Assassinato de jornalista russa completa quatro anos; envolvidos ainda não foram julgados
Assassinato de jornalista russa completa quatro anos; envolvidos ainda não foram julgados
O governo dos EUA informou, na última quarta-feira (06), que ficará atento ao caso sobre o assassinato da jornalista russa Anna Polittkovskaya, morta há quatro anos em Moscou, capital da Rússia, e que até o momento não levou nenhum dos responsáveis pelo crime à Justiça.
Segundo informações da agência Efe, a declaração foi feita pelo porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, Philip Crowley, que ressaltou o fato de haver crimes contra jornalistas russos que ainda não foram encaminhados à Justiça do país.
A profissional de imprensa russa foi descrita por Crowley como representante do "melhor do jornalismo independente, ao dar voz às vítimas e iluminar a verdade". O porta-voz norte-americano disse, ainda, que os EUA têm interesse no caso do editor da edição russa da revista Forbes, Paul Klebnikov, morto em 2004.
O Comitê da Instrução da Rússia (CIR) anunciou na mesma data que prolongará até fevereiro de 2011 a investigação do assassinato de Anna e retomará a de outros 19 casos ainda não solucionados. O Departamento de Estado norte-americano elogiou a decisão do CIR.
Anna era repórter da Novaya Gazeta e foi assassinada durante a preparação de um artigo sobre as torturas sistemáticas realizadas na Chechênia, país que mantém uma relação conflituosa com a Rússia. Em 2004, terroristas chechenos e árabes sequestraram e assassinaram crianças em uma escola de uma cidade russa.
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