Assassinato de jornalista Luiz Carlos Barbon completa um ano
Assassinato de jornalista Luiz Carlos Barbon completa um ano
Nesta segunda-feira (5) faz um ano que o jornalista Luiz Carlos Barbon Filho, 37, foi assassinado enquanto conversava com amigos no "Bar das Araras", na cidade de Porto Ferreira, interior de São Paulo. Segundo o Ministério Público, a motivação para o crime seriam denúncias que o jornalista fazia contra policiais militares, entre elas, negligência no combate ao roubo de cargas.
Os policiais Valnei Bertoni, César Ronceiro, o irmão dele, Edson Luiz Ronceiro e o capitão Adélcio Carlos Avelino são acusados da morte e estão detidos no presídio Romão Gomes, em São Paulo. Eles prestaram depoimentos no mês passado e negaram participação no crime. O comerciante Carlos Alberto da Costa, preso na penitenciária de Itirapina, é acusado de ser o dono da arma usada no crime.
Ricardo Ramos, advogado da família de Barbon, disse, em entrevista ao Portal IMPRENSA, que três procedimentos judiciais já foram abertos como desdobramento do crime: uma tentativa de homicídio no bairro Cristo Redentor, em Porto Ferreira, em que foi usada a mesma arma utilizada no assassinato do jornalista; uma outra tentativa de homicídio, também com a mesma arma, dois meses antes do crime; e a tentativa de assassinato do rapaz que estava ao lado de Barbon quando ele foi morto.
Para Ramos, o caso está esclarecido. "Cinco pessoas estão presas, os acusados já foram interrogados, e amanhã haverá uma audiência para ouvir as testemunhas de acusação. Depois disso, será marcada uma nova audiência para ouvir as testemunhas de defesa, e o caso poderá ir a júri popular", afirmou o advogado.
De acordo com a denúncia do promotor Gaspar Pereira da Silva Júnior, do Gaerco (Grupo de Atuação Especial Regional para Prevenção e Repressão ao Crime Organizado) de Campinas, Barbon foi assassinado por dois homens encapuzados: um deles pilotava a moto e o outro desceu e atirou à queima-roupa.
Para a família, o jornalista era um idealista que sabia que as denúncias colocariam a vida dele em perigo. "Ele via o mundo de uma maneira diferente. Queria mudar tudo. Eu pedia para ele parar, mas o que ele fazia era a paixão da vida dele. Ele colocou o trabalho acima de tudo", disse sua esposa, Kátia Camargo.
Luiz Carlos Barbon Filho era conhecido em Porto Ferreira por fazer denúncias contra políticos locais e ganhou fama nacional depois que divulgou o envolvimento de vereadores em casos de exploração sexual de adolescentes.
Com a reportagem "Corrupção de menores", publicada no Jornal Realidade , de Porto Ferreira, Barbon foi um dos três finalistas do prêmio Esso de Jornalismo em 2003, na categoria Especial Interior.
No último domingo (04) houve uma missa na cidade para relembrar o caso.
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