Assange diz que 98% das comunicações da América Latina passam pelos EUA

O criador do WikiLeaks, o australiano Julian Assange, afirmou nesta sexta-feira (11/10) que "98% das telecomunicações (que partem) da América Latina para o resto do mundo, incluindo mensagens de texto, ligações telefônicas, e-mails etc.

Atualizado em 11/10/2013 às 18:10, por Redação Portal IMPRENSA.

australiano Julian Assange, afirmou nesta sexta-feira (11/10) que "98% das telecomunicações (que partem) da América Latina para o resto do mundo, incluindo mensagens de texto, ligações telefônicas, e-mails etc., passam pelos EUA" e que o país usa de espionagem para garantir sua influência no mundial.
De acordo com a Exame , Assange é responsável por revelar vários documentos que vão contra os EUA. Atualmente, o criador do WikiLeaks está exilado na embaixada do Equador, em Londres, para evitar sua extradição para a Suécia, onde é acusado de ter cometido crimes sexuais.
Segundo ele, o objetivo dos EUA é "obter informação sobre como a América Latina age, para onde vão os repasses econômicos e as atividades dos líderes e atores-chave". Ele acrescenta que a espionagem "permite aos EUA prever, de alguma forma, o comportamento dos líderes e os interesses latino-americanos, além de chantagear quase qualquer pessoa importante".
O australiano diz que "os Estados Unidos tentaram agressivamente impedir o intercâmbio econômico através da intervenção e do controle da Swift, da Visa, da MasterCard e do dinheiro enviado para a América Latina através do Bank of America". "Os Estados Unidos estão se apropriando das interações econômicas e das telecomunicações, e o que fica é um certo controle da força física do Estado", acrescentou.
Assange também falou sobre o ex-agente da NSA (Agência de Segurança Nacional), Edward Snowden, responsável por revelar a existência do programa de espionagem dos EUA e que atualmente vive na Rússia exilado. Segundo o jornalista, o WikiLeaks esteve "envolvido de modo formal e informal nas solicitações de asilo de Snowden em cerca de 20 países".