Ascânio Seleme assume a direção e os novos desafios do jornal O Globo
Após a morte de Rodolfo Fernandes, Ascânio Seleme assume a diretoria de redação de O Globo, com a tarefa de trazer inovações ao veículo e su
Atualizado em 05/10/2011 às 19:10, por
Pamela Forti e do Rio de Janeiro.
Crédito:Leo Rozario Ascânio Seleme
"Quando eu entrei nesta sala, me senti triste. O Rodolfo era tão novo... se ele não morresse, ia ficar muitos anos mais aqui", revela Ascânio Seleme, sentado atrás de uma pesada mesa de pedra avermelhada, que pertencera ao amigo e chefe Rodolfo Fernandes durante uma década. Fernandes faleceu aos 49 anos, no dia 27 de agosto, em razão de uma insuficiência respiratória, agravada pela esclerose lateral amiotrófica, síndrome da qual sofria há alguns anos. "Era uma mistura de sentimentos. Estava feliz por assumir um posto tão importante na minha carreira, mas ao mesmo tempo triste", admite Seleme.
A peça já é tradicional na redação. Além de Fernandes, essa mesma mesa também já foi ocupada por Evandro Carlos de Andrade, Merval Pereira, entre outros diretores de redação de O Globo , cargo - assim como a mesa e a sala - devidamente assumido agora por Seleme. Coube a ele a difícil e lisonjeira tarefa de suceder ao amigo de longa data. Há oito meses, já exercia a função de diretor adjunto, uma sugestão do próprio Fernandes no momento em que a doença começou a se agravar. A confiança depositada no adjunto facilitou a melancólica e inevitável transição. Seleme conquistou a simpatia da presidência da casa, que apoiou a decisão de Fernandes. A sucessão foi encarada - pela equipe do jornal e pela família Marinho - com naturalidade.
IMPRENSA - COMO TEM SIDO ESSE PERÍODO DE TRANSIÇÕES EM O GLOBO ?
Ascânio Seleme - Já havia um processo de transição em curso. Desde janeiro, quando fui nomeado diretor adjunto, eu já tinha, de certa forma, assumido boa parte das funções da direção do jornal, embora o Rodolfo viesse todos os dias. A gente despachava com ele diariamente sobre as questões cruciais da edição, a manchete que a gente ia dar, as questões de fundo. Havia já um processo em curso bem estabelecido, bem formal, toda a redação sabia. Isso foi encaminhado pelo próprio Rodolfo, como o João Roberto Marinho. Nesse aspecto não houve grandes problemas, mas é sempre difícil ver um grande amigo morrer tão prematuramente. O Rodolfo tinha 49 anos. Me sinto entristecido, embora seja um momento muito importante na minha carreira profissional. Eu diria que cheguei ao topo da minha carreira e isso é muito bom, mas ao mesmo tempo é um paradoxo, talvez por ter sido uma tristeza enorme ter perdido um amigo de 20 e tantos anos, um chefe superestimado. Mas no que se refere a questões de administração da redação, não houve nenhum problema.
Leia a matéria completa na edição 272 de IMPRENSA.
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"Quando eu entrei nesta sala, me senti triste. O Rodolfo era tão novo... se ele não morresse, ia ficar muitos anos mais aqui", revela Ascânio Seleme, sentado atrás de uma pesada mesa de pedra avermelhada, que pertencera ao amigo e chefe Rodolfo Fernandes durante uma década. Fernandes faleceu aos 49 anos, no dia 27 de agosto, em razão de uma insuficiência respiratória, agravada pela esclerose lateral amiotrófica, síndrome da qual sofria há alguns anos. "Era uma mistura de sentimentos. Estava feliz por assumir um posto tão importante na minha carreira, mas ao mesmo tempo triste", admite Seleme.
A peça já é tradicional na redação. Além de Fernandes, essa mesma mesa também já foi ocupada por Evandro Carlos de Andrade, Merval Pereira, entre outros diretores de redação de O Globo , cargo - assim como a mesa e a sala - devidamente assumido agora por Seleme. Coube a ele a difícil e lisonjeira tarefa de suceder ao amigo de longa data. Há oito meses, já exercia a função de diretor adjunto, uma sugestão do próprio Fernandes no momento em que a doença começou a se agravar. A confiança depositada no adjunto facilitou a melancólica e inevitável transição. Seleme conquistou a simpatia da presidência da casa, que apoiou a decisão de Fernandes. A sucessão foi encarada - pela equipe do jornal e pela família Marinho - com naturalidade.
IMPRENSA - COMO TEM SIDO ESSE PERÍODO DE TRANSIÇÕES EM O GLOBO ?
Ascânio Seleme - Já havia um processo de transição em curso. Desde janeiro, quando fui nomeado diretor adjunto, eu já tinha, de certa forma, assumido boa parte das funções da direção do jornal, embora o Rodolfo viesse todos os dias. A gente despachava com ele diariamente sobre as questões cruciais da edição, a manchete que a gente ia dar, as questões de fundo. Havia já um processo em curso bem estabelecido, bem formal, toda a redação sabia. Isso foi encaminhado pelo próprio Rodolfo, como o João Roberto Marinho. Nesse aspecto não houve grandes problemas, mas é sempre difícil ver um grande amigo morrer tão prematuramente. O Rodolfo tinha 49 anos. Me sinto entristecido, embora seja um momento muito importante na minha carreira profissional. Eu diria que cheguei ao topo da minha carreira e isso é muito bom, mas ao mesmo tempo é um paradoxo, talvez por ter sido uma tristeza enorme ter perdido um amigo de 20 e tantos anos, um chefe superestimado. Mas no que se refere a questões de administração da redação, não houve nenhum problema.
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