As premiações da área de comunicação
As premiações da área de comunicação
Atualizado em 31/08/2010 às 09:08, por
Nelson Varón Cadena.
Prêmios na área de comunicação, como tudo começou? Não sei e tenho uma curiosidade enorme para saber quando é que o jornalista passou a ser estimulado pela sua produção editorial. Imagino que as primeiras iniciativas tenham sido dos americanos, país onde o conceito de jornal-empresa primeiro se consolidou, assim como as escolas de jornalismo, já na primeira década do século XX. Mas, qualquer que tenha sido a premiação cogitada não há registros consistentes sobre o assunto. Admitamos, então que as premiações neste segmento da comunicação tenham começado com o prêmio Pulitzer (1917), homenagem ao Joseph Pulitzer, que tornou-se uma referência mundial. E acabou inspirando a criação do Prêmio Esso de Jornalismo (1955) em países de América Latina, embora esta seja considerada uma ação de relações públicas, ou de marketing de relacionamento, com os formadores de opinião. Iniciativa da agência de propaganda McCann-Erikson.
Naquele tempo, década de 50, as agências de propaganda, em especial as multinacionais faziam publicidade, mas também desempenhavam um ativo papel de relações públicas para seus clientes e ainda produziam e forneciam conteúdos de informação e entretenimento para os veículos de comunicação: no rádio e a TV. Praticavam o que hoje chamamos de comunicação integrada, um aprendizado que teve como escola o Departamento de Negócios Internacionais dos Estados Unidos, operante e influente no tempo da segunda guerra mundial quando todas as ações de comunicação deveriam convergir para a difusão do ideário do pan-americanismo, contraponto da doutrina fasci-nazista que as nações do eixo divulgavam através de jornais clandestinos e das ondas curtas de rádio.
A prevalência do design
Na propaganda as primeiras premiações de que se tem noticia surgem na Europa, final do século XIX, especificamente na França. Uma conseqüência do boom dos cartazistas de Montparnasse, incluindo os estrangeiros que residiam em Paris, profissionais que também ilustravam reclames para ganhar alguns francos e pagar as contas do uísque e do absinto, nos bares da cidade. Surgem, nesse contexto, os prêmios às melhores ilustrações de anúncios, iniciativa de alguns anunciantes que ofereciam dinheiro em espécie e em compensação forçavam uma concorrência, para a escolha do melhor design. Os portugueses seguiram o exemplo dos franceses e logo mais, ainda na primeira década do século XX a moda chegaria ao Brasil.
Os concursos para premiar ilustradores de reclames seduzem os melhores caricaturistas da época e até artistas plásticos de técnicas menos populares, a exemplo do impressionista Mendonça Filho, pai de Duda Mendonça, vencedor do concurso da Casa Harley, uma loja de sapatos da Bahia. Naquele tempo premiava-se o designer e não o redator e era o designer muitas vezes quem criava o título e slogan, sem nenhum compromisso de resultados para o cliente, apenas para compor a ilustração. Um feeling intuitivo que as vezes dava certo, eram homens geniais de muito talento. Comunicadores natos, alguns deles. O Laboratório de Dault & Oliveira foi o maior promotor desses concursos, premiações documentadas pela revista "O Malho".
Opinião Pública
Nos anos 50 com a criação da Escola Superior de Propaganda e Marketing-ESPM surge o Prêmio Souza Ramos, homenagem a João Alfredo de Souza Ramos, fundador da Panam Propaganda, que não era do profissional, mas das agências, concedido às melhores campanhas e anúncios do ano. Premiações divulgadas no âmbito interno da Escola e nas páginas da revista PN. Modelo de premiação que mais tarde seria adotado pelo Prêmio Colunistas, nos seus primórdios, uma iniciativa do Armando Ferrentini, Eloy Simões e Cícero Silveira, instituído em 1967.
No setor de Relações Públicas as premiações surgem por iniciativa de Nemércio Nogueira em 1979, com a criação do Prêmio Opinião Pública, ainda hoje uma referência do setor. Os prêmios, atualmente, multiplicam-se às dezenas em todas as áreas de comunicação. É um colírio para os olhos dos profissionais que com seus trabalhos disputam esses concursos. Um estímulo também para as empresas que geram conteúdo e prestam serviços de comunicação. Por isso caberia uma pesquisa mais aprofundada para entendermos melhor como tudo começou: a origem das premiações, o objetivo de seus idealizadores, a motivação daqueles que um dia tiveram a brilhante idéia de mexer com o ego humano, estímulo Pavlov, voltado para promover a auto-estima profissional.
Naquele tempo, década de 50, as agências de propaganda, em especial as multinacionais faziam publicidade, mas também desempenhavam um ativo papel de relações públicas para seus clientes e ainda produziam e forneciam conteúdos de informação e entretenimento para os veículos de comunicação: no rádio e a TV. Praticavam o que hoje chamamos de comunicação integrada, um aprendizado que teve como escola o Departamento de Negócios Internacionais dos Estados Unidos, operante e influente no tempo da segunda guerra mundial quando todas as ações de comunicação deveriam convergir para a difusão do ideário do pan-americanismo, contraponto da doutrina fasci-nazista que as nações do eixo divulgavam através de jornais clandestinos e das ondas curtas de rádio.
A prevalência do design
Na propaganda as primeiras premiações de que se tem noticia surgem na Europa, final do século XIX, especificamente na França. Uma conseqüência do boom dos cartazistas de Montparnasse, incluindo os estrangeiros que residiam em Paris, profissionais que também ilustravam reclames para ganhar alguns francos e pagar as contas do uísque e do absinto, nos bares da cidade. Surgem, nesse contexto, os prêmios às melhores ilustrações de anúncios, iniciativa de alguns anunciantes que ofereciam dinheiro em espécie e em compensação forçavam uma concorrência, para a escolha do melhor design. Os portugueses seguiram o exemplo dos franceses e logo mais, ainda na primeira década do século XX a moda chegaria ao Brasil.
Os concursos para premiar ilustradores de reclames seduzem os melhores caricaturistas da época e até artistas plásticos de técnicas menos populares, a exemplo do impressionista Mendonça Filho, pai de Duda Mendonça, vencedor do concurso da Casa Harley, uma loja de sapatos da Bahia. Naquele tempo premiava-se o designer e não o redator e era o designer muitas vezes quem criava o título e slogan, sem nenhum compromisso de resultados para o cliente, apenas para compor a ilustração. Um feeling intuitivo que as vezes dava certo, eram homens geniais de muito talento. Comunicadores natos, alguns deles. O Laboratório de Dault & Oliveira foi o maior promotor desses concursos, premiações documentadas pela revista "O Malho".
Opinião Pública
Nos anos 50 com a criação da Escola Superior de Propaganda e Marketing-ESPM surge o Prêmio Souza Ramos, homenagem a João Alfredo de Souza Ramos, fundador da Panam Propaganda, que não era do profissional, mas das agências, concedido às melhores campanhas e anúncios do ano. Premiações divulgadas no âmbito interno da Escola e nas páginas da revista PN. Modelo de premiação que mais tarde seria adotado pelo Prêmio Colunistas, nos seus primórdios, uma iniciativa do Armando Ferrentini, Eloy Simões e Cícero Silveira, instituído em 1967.
No setor de Relações Públicas as premiações surgem por iniciativa de Nemércio Nogueira em 1979, com a criação do Prêmio Opinião Pública, ainda hoje uma referência do setor. Os prêmios, atualmente, multiplicam-se às dezenas em todas as áreas de comunicação. É um colírio para os olhos dos profissionais que com seus trabalhos disputam esses concursos. Um estímulo também para as empresas que geram conteúdo e prestam serviços de comunicação. Por isso caberia uma pesquisa mais aprofundada para entendermos melhor como tudo começou: a origem das premiações, o objetivo de seus idealizadores, a motivação daqueles que um dia tiveram a brilhante idéia de mexer com o ego humano, estímulo Pavlov, voltado para promover a auto-estima profissional.






