As notas musicais de Rodrigo Raposo e os pliés de Natália Vasconcellos
Duas batidas Crédito:Divulgação Quem assiste aos comentários esportivos de Rodrigo Raposo diariamente no “Bom Dia Pernambuco”, na Globo Nordeste, talvez nem imagine, mas o jornalismo nunca foi sua primeira opção de carreira.
A música, por outro lado, sempre fez parte de seu dia a dia. Tudo começou “de brincadeira”, com as aulas de violão clássico logo aos 13 anos, até que foi levado de vez pelas batidas do rock. Não demorou em montar a primeira banda e começar a se apresentar nos bares de Olinda (PE). Quando precisou decidir qual seria sua carreira, no entanto, Raposo apostou no dom para matemática e fez vestibular para engenharia mecânica. Após um estágio conturbado em uma fábrica de tecelagem, logo percebeu que aquela não era sua praia. Resolveu, então, se render ao jornalismo.
Passou pelas rádios Globo, CBN, Transamérica, entre outras, até chegar à TV Globo Nordeste, em 2007. Nesse meio-tempo, nunca deixou a música. Muito pelo contrário. Gravou dois CDs e um DVD ao vivo. Aliar a agenda de shows com o trabalho de jornalista se tornou um de seus desafios diários, mas Raposo simplesmente ama as duas funções. “Graças a Deus, a emissora nunca deu o ultimato de me mandar escolher entre um ou outro”, conta aliviado.
No compasso da dança
Desde que pisou pela primeira vez em um estúdio de balé, aos 3 anos, Natália Vasconcellos soube que aquela seria sua maior paixão. Não deu outra. Desde suas primeiras piruetas se passaram 25 anos e, de fato, nunca mais a sergipana abandonou a dança. Nem mesmo o barrigão de nove meses a impediu de dar seus pliés. Ainda assim, sobrou um espacinho em sua vida para o jornalismo.
Formada pela Universidade Federal de Sergipe, Natália conta que pensou no jornalismo como segunda opção, devido ao pouco espaço para o balé na capital Aracaju. Não demorou a perceber, no entanto, que o mercado de comunicação também não estava dos melhores. “Ambos os segmentos são difíceis, mas percebi que está valendo mais a pena investir na dança. O piso salarial de jornalista é muito baixo aqui. A dança é mais cansativa, mas tenho facilidade de conciliar o trabalho com a família e a casa.”
Depois de passar por agências de assessoria de imprensa e pela TV Atalaia, afiliada da TV Record, como produtora, Natália decidiu se dedicar integralmente às aulas de balé clássico. Atualmente, ela também é diretora artística de um grupo de dança renascentista, que se apresenta em todo o estado. “Tive muitas portas abertas na dança, me sinto plenamente realizada com ela”, se derrete.






