As imitações de Fernando Ângelo e o universo das cervejas de Leonardo Filomeno

Cancioneiro imitador Imitar os colegas de escola era de longe o passatempo favorito de Fernando Ângelo quando pequeno. Na rua, era também dele o cargo de “engraçadinho da turma”, sempre copiando expressões e sotaques das outras crianças.

Atualizado em 03/03/2015 às 15:03, por Redação Portal IMPRENSA.

de escola era de longe o passatempo favorito de Fernando Ângelo quando pequeno. Na rua, era também dele o cargo de “engraçadinho da turma”, sempre copiando expressões e sotaques das outras crianças. Já na adolescência, não demorou muito para as vítimas de suas imitações serem os grandes cantores nacionais e internacionais.


Crédito:Divulgação

De observar o irmão tocando violão enquanto cantarolava Roberto Carlos, foi aprendendo tudo de ouvido. Não era para menos. Filho de Eunice Fialho, eleita “rainha do rádio” nos anos 1950 por duas vezes em Minas Gerais, nada mais natural que o menino seguisse carreira musical. Mas a influência do pai jornalista acabou levando Ângelo para a comunicação.

O mineiro começou como contínuo da extinta TV Itacolomi, depois como rádio escuta da Rádio Capital, até que se tornou repórter. Atingiu o ápice da carreira na TV Globo, mas sentia uma inquietação: era a veia artística pulsando forte. Decidiu começar fazendo shows esporádicos interpretando cantores famosos, sem, no entanto, deixar o jornalismo de vez. Aos poucos, passou a ser conhecido pelo público a ponto de a chefia de redação lhe dar um ultimato: ou o jornalismo ou a imitações.


Faz mais de 25 anos desde que ele tomou a decisão mais difícil da sua vida. Hoje, como cantor imitador, acumula mais de 120 imitações em apresentações por todo o Brasil e no exterior. “O jornalismo nunca saiu de mim. Música e comunicação correm juntas nas minhas veias.”


Papo de homem

Nunca faltou assunto sobre o universo masculino durante os sagrados happy hours pós-expediente de Leonardo Filomeno. O jornalista sempre se identificou com editorias voltadas para o homem, só faltava um empurrãozinho para ter seu projeto pessoal. Quando seu colega de trabalho Edson Castro sugeriu a criação de um site sobre o tema, ele topou na hora.


Crédito:Divulgação

Então, em fevereiro de 2012, nasceu o blog Manual do Homem Moderno, que atualmente conta com mais de 4 milhões de visitas ao mês. É claro que cerveja sempre foi um tópico recorrente no site, o que só facilitou seu ingresso na área. Com o objetivo de conhecer melhor a história e aprimorar o paladar aos estilos cervejeiros, o jornalista se tornou também um sommelier.

“Apesar de existirem muitos profissionais em cerveja, faltam jornalistas especializados para falar do assunto e que façam a transição do leigo para o universo de cervejas especiais.” Para ele, a revolução do mercado de bebidas artesanais chegou de vez ao Brasil. “O lema ‘Beba Menos, Beba Melhor’ nunca esteve tão presente”, completa.


A matéria “O que um homem bonzinho tem a aprender com os cafajestes” está no topo do ranking das que tiveram mais destaque nesses três anos de blog. “Além de atingir uma ótima repercussão na internet, atraiu a atenção de diversos veículos, que vieram conversar comigo para entrevistas”, lembra.