"As Forças Armadas são mais juridicamente contidas que a imprensa", diz teórico político

"As Forças Armadas são mais juridicamente contidas que a imprensa", diz teórico político

Atualizado em 12/09/2007 às 17:09, por Cristiane Prizibisczki/Redação Portal IMPRENSA.

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"A imprensa brasileira é um partido político". A afirmação pode não ser juridicamente verdadeira, mas, pelo menos, é o que pensa o titular da Academia Brasileira de Ciências e professor titular aposentado de teoria política da UFRJ, Wanderley Guilherme dos Santos.

Em entrevista ao site do jornalista Paulo Henrique Amorim, Santos faz uma análise da mídia como "quarto poder" e da atuação da imprensa brasileira nas decisões políticas do país, com destaque para o governo Lula.

Entre as severas críticas de Santos ao jornalismo brasileiro está a de que os militares hoje se submetem mais à lei do que a imprensa e que, hoje, ela se considera "indestrutível" e é capaz de "gerar crises e instabilidade política".

"Ela [a imprensa] se considera indestrutível porque ela tem razões para isso. Ou seja, uma das instituições que até agora vem resistindo à democratização, à republicanização do país é a imprensa [...] Na realidade, nós temos até que as Forças Armadas hoje, no Brasil, estão mais democraticamente enquadradas, mais juridicamente contidas do que a imprensa. Hoje, é muito mais difícil para um representante das Forças Armadas violar impunemente as leis do que a imprensa", disse.

Wanderley Guilherme dos Santos também é diretor do Laboratório de Estudos Experimentais e pró-reitor de Análise e Prospectiva da Universidade Cândido Mendes e membro fundador do Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj).

Para ler a entrevista na íntegra, .