Artistas condenam censura de radicais islâmicos e defendem liberdade de expressão

Cartunistas e escritores falaram publicamente nesta quinta-feira (8/1) sobre o atentado à "Charlie Hebdo".

Atualizado em 08/01/2015 às 17:01, por Redação Portal IMPRENSA.

Cartunistas e escritores de todo o mundo condenaram publicamente o atentado contra a revista francesa Charlie Hebdo , na última quarta-feira (7/1). Os artistas protestaram contra a censura promovida por radicais religiosos e defenderam o direito à liberdade de expressão.
Segundo a Reuters, o sueco Lars Vilks foi um dos que decidiram se manifestar. O artista, autor de uma charge de 2007 que retratava o profeta Maomé como um cachorro, já foi alvo de diversas ameaças e tentativas de assassinato. "Quando você elimina um dos poucos bastiões da liberdade de expressão que temos, e ele foi tirado, quem se atreve a publicar qualquer coisa agora?", questionou.
"Se você fizer uma charge de Jesus ou do Papa pode ser publicado, mas o profeta Maomé é proibido em todos os meios de comunicação social. É regulado pelo medo misturado com o politicamente correto", acrescentou o artista. Em tom semelhante, o escritor britânico Salman Rushdie também criticou a ação de radicais islâmicos.
Rushdie é autor do livros "Os Versos Satânicos", de 1989, que satiriza os textos sagrados do Corão. "'O respeito pela religião' tornou-se uma frase código que significa 'medo da religião'. As religiões, como todas as outras ideias, merecem crítica, sátira, e, sim, o nosso desrespeito destemido", disse o escritor.