Artista baiano cria cordel em que critica Pedro Bial e "Big Brother Brasil"
Artista baiano cria cordel em que critica Pedro Bial e "Big Brother Brasil"
O artista baiano Antônio Barreto, 54, criou um cordel - literatura popular da região nordeste do país - em que critica o reality show "Big Brother Brasil" e seu apresentador, o jornalista Pedro Bial. Barreto ganhou notoriedade com este tipo de literatura após a publicação do cordel "Caetano Veloso: um sujeito alfabetizado, deselegante e preconceituoso".
| Divulgação/TV Globo | |
| Pedro Bial |
Nos versos de "Big Brother Brasil, um programa imbecil", Barreto pede que Bial faça uma avaliação crítica da atração que apresenta. "À você, Pedro Bial / Um mercador da ilusão/ Junto a poderosa Globo/ Que conduz nossa nação/ Eu lhe peço esse favor/ Reflita no seu labor/ E Escute seu coração/". Em outro trecho, o cordelista alerta o apresentador: "Reveja logo esse equívoco/ Reaja à força do mal/ Eleve o seu coração/ Tomando uma decisão/ Ou então siga, animal...".
Barreto disse em entrevista ao A Tarde Online que o sucesso do programa se deve à influência da emissora que, além de supostamente "controlar o público, não preza pelo hábito da leitura, pelo bom gosto. São pessoas dominadas pela estética da beleza, pelo filme de violência. Então é fácil para a Globo criar um programa desse e ter sucesso", avaliou o cordelista.
Barreto questiona, ainda, a funcionalidade do reality - cuja classificação etária é de 14 anos - para a educação do público infantil. "Um programa que não passa nada de instrutivo, sobretudo para crianças e adolescentes. Não há um refinamento maior para quem está começando a ver a vida agora".
Apesar das críticas, Barreto se diz à favor da manutenção e reformulação do programa, o qual - na sua opinião - deveria propor discussões pertinentes ao público, não aos interesses de seus participantes. "Seria interessante se todas aquelas pessoas pudessem sentar numa mesa redonda e discutir temas importantes, ao invés de expor o corpo, a sexualidade, a futilidade. Os homossexuais, ao invés de beijar na boca, poderiam discutir o quanto são discriminados. Eu mesmo, sou contra a homofobia. Poderia ser aberto para o público, mas de uma outra maneira. Se fosse de outro jeito, não faria o cordel, não criticaria a Globo e o "BBB"", explica.
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