Articulista do NY Times critica cobertura do próprio jornal sobre cobrança por conteúdo

Articulista do NY Times critica cobertura do próprio jornal sobre cobrança por conteúdo

Atualizado em 07/03/2011 às 14:03, por Redação Portal IMPRENSA.

Articulista do NY Times critica cobertura do próprio jornal sobre cobrança por conteúdo

O public editor do jornal The New York Times fez uma crítica à cobertura do jornal em relação à cobrança por conteúdo no site do próprio jornal em sua coluna digital, intitulada "Notícias de negócios que você não leu aqui". Arthur Brisbane diz que o Times não hesita em explorar reportagens que falam a respeito da cobrança de outros meios de comunicação por seu conteúdo, mas quando se fala na própria cobrança, teria publicado apenas uma notícia há 14 meses, dizendo que o processo seria concluído ao final de um ano.
Outros jornais tiveram a tarefa de esclarecer aos leitores a respeito da nova proposta do jornal nova-iorquino. O tradicional Bloomberg Businessweek r eportou que o Times iria cobrar menos que US$ 20 por mês pelo acesso total. O The Wall Street Journal também publicou uma reportagem a respeito das diversas possibilidades de cobrança que serão propostas aos leitores.
No entanto, o NYT tem se ocupado em noticiar sobre outros meios de comunicação que também tem a proposta de cobrar por acesso a conteúdo (chamado de paywall ). Publicou diversas matérias no ano passado a respeito da introdução de cobrança no site do Times of London , de Rupert Murdoch, Chicago Tribune e Los Angeles Times.
O editor faz um pedido aos jornalistas para que melhorem a cobertura sobre esse aspecto, para esclarecerem aos leitores que aguardam ansiosamente o importante passo da empresa.
Questionado sobre o silêncio, Bruce Headlam, editor de mídia do NYT, defendeu-se: "Não estamos escrevendo muito respeito da cobrança do Times , francamente, porque não há muito o que reportar. Não sabemos quando a paywall vai começar, quanto irá custar ou quantos acessos grátis os leitores terão antes de serem bloqueados.Essas são as questões críticas que queremos responder e, acredite em mim, nós nos perguntamos."
A proposta de cobrar pelo conteúdo do site surgiu como uma alternativa ao grande corte de orçamento que muitas redações têm enfrentado em tempos de competição com a mídia on-line.



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