Arquivista do Senado contesta informações sobre nepotismo publicadas no jornal O Globo
Arquivista do Senado contesta informações sobre nepotismo publicadas no jornal O Globo
Arquivista do Senado contesta informações sobre nepotismo publicadas no jornal O Globo
A arquivista do Senado Federal Alraune Reinke da Paz contestou, em carta, uma reportagem sobre nepotismo publicada pelo jornal carioca O Globo no dia 16 de março e repercutida no site da Executiva Nacional das Associações Regionais de Arquivologia (Enara).
A matéria fala sobre um esquema que previa o uso de empresas prestadoras de serviços terceirizadas para empregar familiares de funcionários. Segundo o jornal, estima-se que "90% dos funcionários terceirizados tenham vínculo com servidores da Casa".
Como exemplo do nepotismo - que, de acordo com a matéria de O Globo , seria alvo de um levantamento a pedido do 1º secretário do Senado, Heráclito Fortes (DEM-PI) - a arquivista é citada. "O diretor da Secretaria de Arquivo do Senado, Francisco Maurício da Paz, tem a mulher, Alraune Reinke da Paz, empregada pela Servegel, empresa que presta serviço justamente ao seu setor", diz o texto.
Na carta, Alraune explica que trabalha na Secretaria de Arquivo do Senado Federal desde 1999, quando a consultoria que trabalhava venceu a licitação. "Na época eu prestava serviço na Imprensa Nacional em Brasília (...) e por ser a arquivista mais experiente fui deslocada para trabalhar no Arquivo do Senado", afirmou a profissional.
Segundo Alraune, ela continuou no mesmo trabalho após o término do contrato da consultoria, e lá conheceu Francisco Mauricio da Paz, então diretor do Arquivo. "Nos casamos em 2002...isto quer dizer que não fui trabalhar no Arquivo por ser esposa. Ao contrário, entrei como arquivista e aqui conheci meu marido".
Outra nota publicada no site da Enara, de que a Comissão Permanente de Avaliação de Documentos do Senado teria feito uma faxina nos arquivos no dia 29 de dezembro de 2008, eliminando 965 caixas de papéis referentes ao período 1965-2003, também foi contestada por Alraune. A informação teria sido publicada pelo jornal Folha de S.Paulo , informou a entidade.
Para a arquivista, a informação é "totalmente inverídica, não só porque seguimos os procedimentos de eliminação de documentos prevista pelas resoluções do CONARQ como ainda temos a precaução de manter os documentos além do prazo previsto na lei e portanto, os documentos citados na reportagem não foram eliminados pois estavam passando por uma 2º revisão, como prática que adotamos desde a aprovação da Tabela de Temporalidade".
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