Argentina rejeita plano de reorganização do Clarín e estuda redistribuir licenças

A Autoridade Federal de Serviços de Comunicação Audiovisual (Afsca), entidade reguladora de meios de comunicação da Argentina, decidiu abrirlicitação para redistribuir as licenças do Grupo Clarín na tentativa de adequá-lo aos limites da lei, depois de rejeitar um plano de reorganização voluntária apresentada pela empresa.

Atualizado em 09/10/2014 às 11:10, por Redação Portal IMPRENSA.


Crédito:Divulgação Grupo de mídia se diz perseguido pelo governo argentino
De acordo com a Reuters, o país aprovou em 2009 uma norma polêmica para limitar a quantidade de licenças de rádio de TV sob controle de uma mesma empresa. O Clarín, opositor do governo Kirchner, foi o grupo de mídia mais atingido pela medida.
O Clarín argumenta que a nova lei afeta a liberdade de expressão e propriedade privada. A entidade deve obter avaliação do valor das licenças que estão sob controle da empresa e que excedem o número permitido.
"É o grupo [Clarín] que mais prejudica a democratização da palavra no sentido de que é o que tem a posição dominante", ponderou durante coletiva de imprensa o titular da Afsca, Martín Sabbatella.
Após a declaração, a empresa publicou comunicado no qual reforça que o governo tenta "perseguir os veículos críticos e se apropriar dos que ainda não tem controle. "O Grupo Clarín recorrerá a todas as instâncias que correspondam para garantir seus direitos e o cumprimento do plano de adequação aprovado", reforçou.
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