Arábia Saudita indicia 11 suspeitos pelo assassinato de jornalista
Onze suspeitos de envolvimento no assassinato do jornalista Jamal Khashoggi foram indiciados na Arábia Saudita. Para cinco deles, a Justiça pediu pena de morte.
Khashoggi foi assassinado no dia 2 de outubro, no consulado saudita em Istambul, na Turquia, onde havia comparecido para retirar documentos. Até hoje, os detalhes envolvendo sua morte permanecem obscuros.
O governo saudita afirma que o príncipe Mohamed bin Salman não está envolvido no crime. Khashoggi era um crítico da monarquia de seu país, motivo pelo qual tinha ido morar nos Estados Unidos em 2017.
De acordo com as explicações apresentadas pela Arábia Saudita, os responsáveis por sua morte haviam tentado convencê-lo a retornar para seu país e quando não obtiveram sucesso decidiram matá-lo. A comunidade internacional, porém, não está totalmente satisfeita com a história contada pelos sauditas.
O governo turco pediu a extradição dos criminosos para que sejam julgados no país em que cometeram o cometeram o crime. A Turquia também cobra explicações sobre o paradeiro do corpo do jornalista.
Recentemente, os Estados Unidos anunciaram a aplicação de sanções a 17 pessoas acusadas de envolvimento no assassinato. "O governo da Arábia Saudita precisa tomar ações apropriadas para acabar com os ataques a dissidentes políticos ou jornalistas", afirmou o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Steve Mnuchin. Além de morar nos EUA, Khashoggi também trabalhava como articulista para o jornal Whashington Post.





