Após um ano da guerra da Ucrânia, um balanço do papel da imprensa na cobertura do conflito
No dia 20 deste mês a guerra da Ucrânia completa um ano. O número de mortes até agora é estimado em mais de 42 mil pessoas. Outras 15 mil estariam desaparecidas e mais de 56 mil foram feridas.
Atualizado em 15/02/2023 às 12:02, por
Redação Portal IMPRENSA.
Já 14 milhões de pessoas tiveram de deixar suas casas.
Ao todo cerca de 140 mil edifícios e residências foram destruídos e o custo para a reconstrução das cidades atingidas é estimado em 350 bilhões de dólares.
O conflito também custou a vida de 15 jornalistas. Isso representa 22% dos 67 profissionais de imprensa mortos em todo o mundo em 2022, de acordo com o Comitê de Proteção a Jornalistas (CPJ), com sede em Nova York. Crédito: Reprodução Agência Brasil/EBC
Enquanto outros conflitos passam quase desapercebidos pela cobertura da imprensa, a invasão russa da Ucrânia dominou as manchetes e parece ter mudado a política global de forma irreversível. Enquanto os grandes meios de comunicação internacionais têm repórteres no país, perfis de mídias social, incluindo cidadãos, políticos, repórteres e trolls, seguem compartilhando desinformações sobre o conflito na internet.
Do ponto de vista da cobertura jornalística, desde o princípio o conflito levantou um debate sobre o espaço e a maneira como ele é tratado pelos grandes veículos na comparação com outras guerras. Exemplo providencial é o da guerra civil do Iêmen, na qual os Estados Unidos exerceriam um papel pouco louvável ao apoiar, desde 2015, a coalizão liderada pela Arábia Saudita no combate aos rebeldes houthis. O acordo inclui fornecimento de combustíveis e de armamentos para os sauditas, numa parceria que gera negócios rentáveis à indústria bélica dos EUA.
Na cobertura dos motivos da guerra também sobram críticas para o papel da imprensa, que não teria abordado como deveria a expansão da Otan e a tese de que tal movimento fez a Rússia sentir-se ameaçada. Mesmo que essa narrativa não pare em pé, a ausência desse debate na cobertura do conflito pela maior parte dos jornalistas e veículos de imprensa dos Estados Unidos, Europa e Brasil parece não contribuir para que a sociedade compreenda melhor a complexidade da guerra na Ucrânia.
Ao todo cerca de 140 mil edifícios e residências foram destruídos e o custo para a reconstrução das cidades atingidas é estimado em 350 bilhões de dólares.
O conflito também custou a vida de 15 jornalistas. Isso representa 22% dos 67 profissionais de imprensa mortos em todo o mundo em 2022, de acordo com o Comitê de Proteção a Jornalistas (CPJ), com sede em Nova York. Crédito: Reprodução Agência Brasil/EBC
Enquanto outros conflitos passam quase desapercebidos pela cobertura da imprensa, a invasão russa da Ucrânia dominou as manchetes e parece ter mudado a política global de forma irreversível. Enquanto os grandes meios de comunicação internacionais têm repórteres no país, perfis de mídias social, incluindo cidadãos, políticos, repórteres e trolls, seguem compartilhando desinformações sobre o conflito na internet.
Do ponto de vista da cobertura jornalística, desde o princípio o conflito levantou um debate sobre o espaço e a maneira como ele é tratado pelos grandes veículos na comparação com outras guerras. Exemplo providencial é o da guerra civil do Iêmen, na qual os Estados Unidos exerceriam um papel pouco louvável ao apoiar, desde 2015, a coalizão liderada pela Arábia Saudita no combate aos rebeldes houthis. O acordo inclui fornecimento de combustíveis e de armamentos para os sauditas, numa parceria que gera negócios rentáveis à indústria bélica dos EUA.
Na cobertura dos motivos da guerra também sobram críticas para o papel da imprensa, que não teria abordado como deveria a expansão da Otan e a tese de que tal movimento fez a Rússia sentir-se ameaçada. Mesmo que essa narrativa não pare em pé, a ausência desse debate na cobertura do conflito pela maior parte dos jornalistas e veículos de imprensa dos Estados Unidos, Europa e Brasil parece não contribuir para que a sociedade compreenda melhor a complexidade da guerra na Ucrânia.





