Após ter prisão decretada, ex-editor da Playboy na Indonésia é procurado pela Justiça
Após ter prisão decretada, ex-editor da Playboy na Indonésia é procurado pela Justiça
Após ter prisão decretada, ex-editor da Playboy na Indonésia é procurado pela Justiça
A Procuradoria da Indonésia informou nesta sexta-feira (08) que está à procura do ex-editor da revista Playboy local, Erwin Arnada, condenado a dois anos de prisão por publicar "material indecente". O chefe do escritório do promotor de Jacarta - capital do país -, Muhammad Yousef, disse que as buscas são feitas sob "ordem de prisão oficial".
Segundo o portal Folha.com, os advogados do ex-editor afirmaram que desconhecem o paradeiro de seu cliente, que deveria ter se apresentado às autoridades na última quinta (07).
Em entrevista a uma rádio local, Arnada disse que não está foragido e que se entregará à polícia: "Não sou um fugitivo. Me entregarei pessoalmente nesta semana". A data em que o profissional de imprensa deu a declaração não foi revelada.
A Indonésia tem a mais numerosa comunidade muçulmana do mundo. Em abril de 2006, a Playboy publicou sua primeira edição no país, causando insatisfação de vários ativistas da Frente de Defensores do Islã (FDI). Os escritórios do veículo chegaram a ser apedrejados por membros da FDI.
Após o incidente no escritório, a revista passou a não ser mais publicada no país.
Em 2007, o ex-editor da Playboy já havia sido alvo de uma condenação feita pelo Supremo, mas foi absolvido. Grupos radicais islâmicos tentaram recorrer da sentença, porém sem sucesso. Na época, o juiz Efran Basuning entendeu que as fotos publicadas na revista não poderiam ser consideradas pornográficas e não violavam a lei.
Em agosto deste ano, a Suprema Corte da Indonésia ordenou a prisão de Arnada, que teria até o final daquele mês para se apresentar à Promotoria.
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